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Guerra na Ucrânia
Sirenes ecoam em Kiev. Ucrânia atribui a Moscovo míssil intercetado na Bielorrússia
Os habitantes da capital ucraniana foram aconselhados a dirigir-se para abrigos antiaéreos ao amanhecer desta sexta-feira. Kiev admitiu entretanto que o míssil alegadamente intercetado na véspera pela Bielorrússia, que Minsk garante ser ucraniano, pode ter sido lançado pelas forças de Moscovo.
O governador de Kiev, Olekskiy Kuleba, revelou na plataforma de mensagens Telegram que a região estava a ser atacada por drones e aconselhou a população a dirigir-se aos abrigos. Na quinta-feira a Rússia levou a cabo um dos maiores ataques aéreos desde que invadiu a Ucrânia, a 24 de fevereiro deste ano.
Uma testemunha afirmou à Reuters que as explosões foram ouvidas a mais de 20 quilómetros a sul de Kiev.
As forças ucranianas revelaram que foram abatidos 16 drones Shahed, de fabrico iraniano.
Já o presidente da câmara de Kiev, Vitali Klitschko, revelou que sete dos drones eram destinados à capital e que um edifício administrativo tinha ficado parcialmente destruído.
O relatório do Estado-Maior General das Forças Armadas da Ucrânia revela que a Rússia lançou 85 ataques com mísseis, 35 ataques aéreos e 63 ataques de sistemas de lançamento múltiplo de rockets nas últimas 24 horas.
O documento acrescenta que as forças de Moscovo bombardearam 20 povoações em redor de Bakhmut, no leste da Ucrânia, onde estão a decorrer os combates mais intensos. Foram também bombardeadas 25 localidades nas regiões de Kherson e Zaporizhia.
O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, revelou que a maioria das regiões atingidas pelas forças russas, no ataque aéreo de quinta-feira, sofreu cortes de energia. As zonas mais atingidas pela falta de energia incluíam a capital Kiev, Odessa e Kherson, nas regiões do sul e arredores, e à volta de Lviv, perto da fronteira ocidental com a Polónia, acrescentou Zelensky.
A onda de ataques russos nos últimos meses tem visado infraestruturas de energia e estão a deixar milhões de pessoas sem aquecimento, numa altura em que os termómetros registam temperaturas negativas.
Desde o início da invasão russa da Ucrânia, já morreram dezenas de milhares de pessoas e milhões foram obrigados a deixar as suas casas. Várias cidades ucranianas estão em ruínas e a economia global foi abalada, fazendo aumentar os preços da energia e dos alimentos.
Os combates mais intensos ocorreram nas províncias orientais de Donetsk e Lugansk, que, em conjunto, constituem a região industrial de Donbass. A Rússia alegou, em setembro, que já as duas províncias já tinham sido anexadas, juntamente com o sul de Kherson e Zaporizhia. No entanto, não controla nenhuma. Kiev atribui a Moscovo míssil intercetado na Bielorrússia
O Ministério ucraniano da Defesa admitiu na quinta-feira que o alegado míssil intercetado pela Bielorrússia, que Minsk diz ser de Kiev, possa ter sido lançado pela Rússia, numa tentativa de “provocação deliberada”.
O Governo ucraniano alertou que as tentativas "desesperadas e persistentes", por parte da Rússia, para mergulhar a Bielorrússia na guerra podem ter levado Moscovo a lançar um ataque de bandeira falsa contra o principal aliado.
Kiev confirmou que está preparada para realizar uma "investigação objetiva" sobre o que aconteceu no terreno.
"A Ucrânia está pronta para convidar especialistas autorizados, entre os Estados que não estão associados em apoio do Estado terrorista russo de forma alguma, para participar numa investigação", garantiu o Ministério ucraniano da Defesa.
A Bielorrússia convocou na quinta-feira o embaixador ucraniano em Minsk para "protestar contra o disparo de um míssil S-300 desde a Ucrânia”, que o Ministério bielorrusso da Defesa disse ter sido abatido no sudoeste do país.
Este é o primeiro incidente deste tipo relatado por Minsk desde o início da invasão russa da Ucrânia, há mais de dez meses. A Bielorrússia serve de base de retaguarda para as forças russas.
Segundo o Ministério da Defesa da Bielorrússia, o míssil foi abatido na manhã de quinta-feira pelos sistemas de defesa aérea perto da aldeia de Gorbakha, na região de Brest (sudoeste), na fronteira com a Ucrânia.
“Durante as verificações, foi estabelecido preliminarmente que os destroços pertenciam a um míssil antiaéreo S-300 lançado a partir de território ucraniano”, disse o comunicado.
Por enquanto, as autoridades bielorrussas não relataram nenhum ferimento ou dano provocado pelo disparo do míssil.
Uma testemunha afirmou à Reuters que as explosões foram ouvidas a mais de 20 quilómetros a sul de Kiev.
As forças ucranianas revelaram que foram abatidos 16 drones Shahed, de fabrico iraniano.
Já o presidente da câmara de Kiev, Vitali Klitschko, revelou que sete dos drones eram destinados à capital e que um edifício administrativo tinha ficado parcialmente destruído.
O relatório do Estado-Maior General das Forças Armadas da Ucrânia revela que a Rússia lançou 85 ataques com mísseis, 35 ataques aéreos e 63 ataques de sistemas de lançamento múltiplo de rockets nas últimas 24 horas.
O documento acrescenta que as forças de Moscovo bombardearam 20 povoações em redor de Bakhmut, no leste da Ucrânia, onde estão a decorrer os combates mais intensos. Foram também bombardeadas 25 localidades nas regiões de Kherson e Zaporizhia.
O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, revelou que a maioria das regiões atingidas pelas forças russas, no ataque aéreo de quinta-feira, sofreu cortes de energia. As zonas mais atingidas pela falta de energia incluíam a capital Kiev, Odessa e Kherson, nas regiões do sul e arredores, e à volta de Lviv, perto da fronteira ocidental com a Polónia, acrescentou Zelensky.
A onda de ataques russos nos últimos meses tem visado infraestruturas de energia e estão a deixar milhões de pessoas sem aquecimento, numa altura em que os termómetros registam temperaturas negativas.
Desde o início da invasão russa da Ucrânia, já morreram dezenas de milhares de pessoas e milhões foram obrigados a deixar as suas casas. Várias cidades ucranianas estão em ruínas e a economia global foi abalada, fazendo aumentar os preços da energia e dos alimentos.
Os combates mais intensos ocorreram nas províncias orientais de Donetsk e Lugansk, que, em conjunto, constituem a região industrial de Donbass. A Rússia alegou, em setembro, que já as duas províncias já tinham sido anexadas, juntamente com o sul de Kherson e Zaporizhia. No entanto, não controla nenhuma. Kiev atribui a Moscovo míssil intercetado na Bielorrússia
O Ministério ucraniano da Defesa admitiu na quinta-feira que o alegado míssil intercetado pela Bielorrússia, que Minsk diz ser de Kiev, possa ter sido lançado pela Rússia, numa tentativa de “provocação deliberada”.
O Governo ucraniano alertou que as tentativas "desesperadas e persistentes", por parte da Rússia, para mergulhar a Bielorrússia na guerra podem ter levado Moscovo a lançar um ataque de bandeira falsa contra o principal aliado.
Kiev confirmou que está preparada para realizar uma "investigação objetiva" sobre o que aconteceu no terreno.
"A Ucrânia está pronta para convidar especialistas autorizados, entre os Estados que não estão associados em apoio do Estado terrorista russo de forma alguma, para participar numa investigação", garantiu o Ministério ucraniano da Defesa.
"O mundo não pode ficar à margem destes crimes. A chamada neutralidade, cautela e moderação são suporte para um Estado terrorista (...) A Ucrânia continua a resistir à barbárie e à agressão russas", sublinhou ainda Kiev.
Minsk chamou embaixador ucraniano A Bielorrússia convocou na quinta-feira o embaixador ucraniano em Minsk para "protestar contra o disparo de um míssil S-300 desde a Ucrânia”, que o Ministério bielorrusso da Defesa disse ter sido abatido no sudoeste do país.
Este é o primeiro incidente deste tipo relatado por Minsk desde o início da invasão russa da Ucrânia, há mais de dez meses. A Bielorrússia serve de base de retaguarda para as forças russas.
Segundo o Ministério da Defesa da Bielorrússia, o míssil foi abatido na manhã de quinta-feira pelos sistemas de defesa aérea perto da aldeia de Gorbakha, na região de Brest (sudoeste), na fronteira com a Ucrânia.
“Durante as verificações, foi estabelecido preliminarmente que os destroços pertenciam a um míssil antiaéreo S-300 lançado a partir de território ucraniano”, disse o comunicado.
Por enquanto, as autoridades bielorrussas não relataram nenhum ferimento ou dano provocado pelo disparo do míssil.
O chefe de Estado bielorrusso, Alexander Lukashenko, é um importante aliado do presidente russo, Vladimir Putin, na ofensiva militar lançada na Ucrânia, apesar de a Bielorrússia afirmar que não quer envolver-se diretamente. Forças russas e bielorrussas realizaram exercícios conjuntos, no entanto.
c/ agências