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Guerra na Ucrânia
Suécia investiga novo caso de cabo danificado no Mar Báltico
A polícia sueca está a investigar a suspeita de sabotagem de um cabo submarino de telecomunicações no Mar Báltico, que liga a Alemanha à Finlândia. A guarda costeira enviou um navio de investigação para o leste de Gotland, que é a maior ilha do país e o local onde se registou a última aparente violação.
“Temos um navio chamado KBV 003 a caminho do leste de Gotland. Encontra-se na zona económica sueca e estamos a ajudar na investigação do local do crime”, revelou a porta-voz da guarda costeira, Karin Cars.
Uma série de cabos submarinos e gasodutos foi danificada em ataques suspeitos desde a invasão da Ucrânia pela Rússia em 2022, o que levou a NATO a lançar uma missão de monitorização no Mar Báltico no mês passado.
O C-Lion 1, o cabo de comunicações que liga a Finlândia à Alemanha, sofreu uma “perturbação”, mas continua “operacional”, declarou o operador finlandês Cinia em comunicado.
A perturbação “não afeta o funcionamento das ligações e o tráfego de dados pode ser transmitido normalmente”, acrescenta o documento.
O mesmo cabo foi danificado em novembro de 2024 e as suspeitas recaíram rapidamente sobre um navio chinês.
Mathias Rutegård, porta-voz da polícia, avançou à AFP que foi aberta uma investigação sobre “sabotagem” na sequência deste último incidente, que ocorreu a leste da ilha sueca de Gotland.
“Abrimos uma investigação preliminar sobre a suspeita de rutura de um cabo no Mar Báltico, na zona económica sueca”, disse. Nesta fase, “não há suspeitos”, escreveu a polícia na internet.
O Governo sueco está a acompanhar de perto a situação.
“Levamos muito a sério todas as informações sobre possíveis danos nas infraestruturas do Mar Báltico. Como já disse, devem ser vistas no contexto da grave situação de segurança atual”, escreveu o primeiro-ministro Ulf Kristersson no X.Nos últimos meses, registaram-se vários incidentes de danos nas infraestruturas de energia e comunicações no Mar Báltico, na sequência da adesão de dois países vizinhos, a Finlândia e a Suécia, à NATO.
As suspeitas são dirigidas à chamada "frota-sombra russa", composta por navios que a Rússia utiliza para contornar as sanções ocidentais às suas exportações de petróleo devido à invasão da Ucrânia.
A NATO e nove países que fazem fronteira com o Mar Báltico concordaram há algumas semanas, em Helsínquia, em lançar uma nova missão, denominada "Baltic Sentry", para proteger as infraestruturas submarinas críticas da área com navios, aeronaves, drones navais e outros meios.
No início deste mês, os procuradores suecos descartaram a sabotagem nos danos sofridos dias antes num cabo submarino entre a Suécia e a Letónia no Mar Báltico e suspenderam uma ordem de apreensão de um navio que tinha sido mantido como suspeito.Bruxelas reforça segurança
Esta sexta-feira, a Comissão Europeia apresentou um plano para reforçar a segurança dos cabos submarinos da Europa através da aplicação de sanções e medidas diplomáticas e da monitorização do Báltico e do Mediterrâneo, após tentativas de perturbação russa.
Anunciada em Helsínquia pela vice-presidente executiva da Comissão Europeia para a Soberania Tecnológica, Segurança e Democracia, Henna Virkkunen, a comunicação para reforçar a segurança e a resiliência dos cabos submarinos foi concebida para apoiar todos os Estados-membros, incluindo os da região do Mar Báltico, que registaram um aumento significativo dos incidentes”, indica a instituição em comunicado.
Em concreto, as principais medidas preveem a melhoria do quadro de crise ao nível da União Europeia para uma ação rápida em caso de incidentes, a aplicação de sanções e medidas diplomáticas contra os atores hostis e à chamada frota sombra, usada para evitar medidas restritivas, o reforço dos requisitos de segurança e as avaliações de risco e a monitorização das ameaças por bacia marítima, como o Mediterrâneo ou o mar Báltico, a fim de obter uma imagem global da situação.
Estas ações complementam as atividades em curso da Organização do Tratado do Atlântico Norte e apoiam os esforços nacionais e regionais, reafirmando o empenho de Bruxelas em proteger as infraestruturas submarinas críticas essenciais para as comunicações mundiais e a segurança energética.Os cabos de comunicação ligam vários Estados-membros, as ilhas ao continente europeu e a UE ao resto do mundo, transportando 99 por cento do tráfego intercontinental de Internet.
Perante a repetição destes acontecimentos, a NATO anunciou em janeiro o lançamento de uma missão de patrulha para proteger estas infraestruturas submarinas.
Aviões, navios e drones estão agora a ser utilizados de forma mais massiva e regular no Mar Báltico, no âmbito de uma nova operação denominada “Baltic Sentinel”.
Mas os danos causados aos cabos submarinos não são necessariamente intencionais. De acordo com o Comité Internacional de Proteção de Cabos (CIPC), a principal organização do sector, há uma média de 150 a 200 avarias por ano em todo o mundo.
O secretário-geral adjunto da União Internacional das Telecomunicações (UIT) da ONU, Tomas Lamanauskas, afirmou numa entrevista à AFP, no início desta semana, que 80 por cento dos danos são “atribuídos à pesca e à ancoragem”, citando as redes de pesca que raspam o fundo e os navios que arrastam acidentalmente as suas âncoras.
Uma série de cabos submarinos e gasodutos foi danificada em ataques suspeitos desde a invasão da Ucrânia pela Rússia em 2022, o que levou a NATO a lançar uma missão de monitorização no Mar Báltico no mês passado.
O C-Lion 1, o cabo de comunicações que liga a Finlândia à Alemanha, sofreu uma “perturbação”, mas continua “operacional”, declarou o operador finlandês Cinia em comunicado.
A perturbação “não afeta o funcionamento das ligações e o tráfego de dados pode ser transmitido normalmente”, acrescenta o documento.
O mesmo cabo foi danificado em novembro de 2024 e as suspeitas recaíram rapidamente sobre um navio chinês.
Mathias Rutegård, porta-voz da polícia, avançou à AFP que foi aberta uma investigação sobre “sabotagem” na sequência deste último incidente, que ocorreu a leste da ilha sueca de Gotland.
“Abrimos uma investigação preliminar sobre a suspeita de rutura de um cabo no Mar Báltico, na zona económica sueca”, disse. Nesta fase, “não há suspeitos”, escreveu a polícia na internet.
O Governo sueco está a acompanhar de perto a situação.
“Levamos muito a sério todas as informações sobre possíveis danos nas infraestruturas do Mar Báltico. Como já disse, devem ser vistas no contexto da grave situação de segurança atual”, escreveu o primeiro-ministro Ulf Kristersson no X.Nos últimos meses, registaram-se vários incidentes de danos nas infraestruturas de energia e comunicações no Mar Báltico, na sequência da adesão de dois países vizinhos, a Finlândia e a Suécia, à NATO.
As suspeitas são dirigidas à chamada "frota-sombra russa", composta por navios que a Rússia utiliza para contornar as sanções ocidentais às suas exportações de petróleo devido à invasão da Ucrânia.
A NATO e nove países que fazem fronteira com o Mar Báltico concordaram há algumas semanas, em Helsínquia, em lançar uma nova missão, denominada "Baltic Sentry", para proteger as infraestruturas submarinas críticas da área com navios, aeronaves, drones navais e outros meios.
No início deste mês, os procuradores suecos descartaram a sabotagem nos danos sofridos dias antes num cabo submarino entre a Suécia e a Letónia no Mar Báltico e suspenderam uma ordem de apreensão de um navio que tinha sido mantido como suspeito.Bruxelas reforça segurança
Esta sexta-feira, a Comissão Europeia apresentou um plano para reforçar a segurança dos cabos submarinos da Europa através da aplicação de sanções e medidas diplomáticas e da monitorização do Báltico e do Mediterrâneo, após tentativas de perturbação russa.
Anunciada em Helsínquia pela vice-presidente executiva da Comissão Europeia para a Soberania Tecnológica, Segurança e Democracia, Henna Virkkunen, a comunicação para reforçar a segurança e a resiliência dos cabos submarinos foi concebida para apoiar todos os Estados-membros, incluindo os da região do Mar Báltico, que registaram um aumento significativo dos incidentes”, indica a instituição em comunicado.
Em concreto, as principais medidas preveem a melhoria do quadro de crise ao nível da União Europeia para uma ação rápida em caso de incidentes, a aplicação de sanções e medidas diplomáticas contra os atores hostis e à chamada frota sombra, usada para evitar medidas restritivas, o reforço dos requisitos de segurança e as avaliações de risco e a monitorização das ameaças por bacia marítima, como o Mediterrâneo ou o mar Báltico, a fim de obter uma imagem global da situação.
Estas ações complementam as atividades em curso da Organização do Tratado do Atlântico Norte e apoiam os esforços nacionais e regionais, reafirmando o empenho de Bruxelas em proteger as infraestruturas submarinas críticas essenciais para as comunicações mundiais e a segurança energética.Os cabos de comunicação ligam vários Estados-membros, as ilhas ao continente europeu e a UE ao resto do mundo, transportando 99 por cento do tráfego intercontinental de Internet.
Perante a repetição destes acontecimentos, a NATO anunciou em janeiro o lançamento de uma missão de patrulha para proteger estas infraestruturas submarinas.
Aviões, navios e drones estão agora a ser utilizados de forma mais massiva e regular no Mar Báltico, no âmbito de uma nova operação denominada “Baltic Sentinel”.
Mas os danos causados aos cabos submarinos não são necessariamente intencionais. De acordo com o Comité Internacional de Proteção de Cabos (CIPC), a principal organização do sector, há uma média de 150 a 200 avarias por ano em todo o mundo.
O secretário-geral adjunto da União Internacional das Telecomunicações (UIT) da ONU, Tomas Lamanauskas, afirmou numa entrevista à AFP, no início desta semana, que 80 por cento dos danos são “atribuídos à pesca e à ancoragem”, citando as redes de pesca que raspam o fundo e os navios que arrastam acidentalmente as suas âncoras.
Há também riscos naturais, abrasão e falhas de equipamento.
c/ agências