Mundo
Guerra na Ucrânia
Ucrânia condena "chantagem" e "ultimatos" da Eslováquia e da Hungria
O Governo ucraniano condenou o que considera ser "chantagem" e "ultimatos" da Eslováquia e da Hungria, países que ameaçaram suspender o fornecimento de eletricidade de emergência, caso a Ucrânia mantenha encerrado o oleoduto que transporta petróleo russo para os dois países.
A dias de se assinalar os quatro anos da invasão russa, a Ucrânia pode sofrer mais um duro golpe: a Hungria e a Eslováquia ameaçam interromper o fornecimento de electricidade ao país. Tal só não acontece se Kiev retomar o fluxo de petróleo russo.
O Ministério dos Negócios Estrangeiros da Ucrânia considera que se trata de "ultimatos e chantagem".
Num comunicado, a diplomacia ucrâniana defende que a possível suspensão do fornecimento de eletricidade, que acontece no contexto de ataques russos contra a infraestrutura energética ucraniana, numa altura em que o país enfrenta condições de frio extremo, é “provocadora, irresponsável e ameaça a segurança energética de toda a região”.
O ministério ucraniano alega que, com a concretização da ameaça, os governos da Hungria e da Eslováquia não só estariam a “beneficiar o agressor”, a Rússia, mas também a prejudicar as suas próprias empresas.
“A Ucrânia está em contacto constante com representantes da Comissão Europeia sobre os danos causados pelos ataques diários da Rússia contra a infraestrutura energética ucraniana. Também fornecemos informações sobre as consequências desses ataques contra a infraestrutura do oleoduto Druzhba aos governos da Hungria e da Eslováquia”, refere o ministério no comunicado.
O governo da Ucrânia assegura que, não só está a trabalhar para reparar as infraestruturas danificadas, mas também propôs “vias alternativas” para fornecer petróleo não russo à Hungria e à Eslováquia.
“Ao mesmo tempo, à luz das ameaças infundadas e irresponsáveis que chegaram de Budapeste e Bratislava nos últimos dias, a Ucrânia está a considerar a possibilidade de ativar o Mecanismo de Alerta Precoce como parte do acordo entre a Ucrânia e a União Europeia”, acrescentou o ministério.
“A Ucrânia está em contacto constante com representantes da Comissão Europeia sobre os danos causados pelos ataques diários da Rússia contra a infraestrutura energética ucraniana. Também fornecemos informações sobre as consequências desses ataques contra a infraestrutura do oleoduto Druzhba aos governos da Hungria e da Eslováquia”, refere o ministério no comunicado.
O governo da Ucrânia assegura que, não só está a trabalhar para reparar as infraestruturas danificadas, mas também propôs “vias alternativas” para fornecer petróleo não russo à Hungria e à Eslováquia.
“Ao mesmo tempo, à luz das ameaças infundadas e irresponsáveis que chegaram de Budapeste e Bratislava nos últimos dias, a Ucrânia está a considerar a possibilidade de ativar o Mecanismo de Alerta Precoce como parte do acordo entre a Ucrânia e a União Europeia”, acrescentou o ministério.
A Hungria e a Eslováquia são os dois únicos países da União Europeia que ainda importam grandes quantidades de petróleo russo por oleoduto.
No sábado, o primeiro-ministro eslovaco, Robert Fico, advertiu a Ucrânia que, caso na segunda-feira não retome o fornecimento de petróleo russo para a Eslováquia através do oleoduto Druzhba, irá pedir “às empresas eslovacas responsáveis que interrompam o fornecimento de eletricidade de emergência à Ucrânia nesse mesmo dia”.
Neste contexto, a Comissão Europeia convocou uma reunião de emergência para discutir o assunto. Está marcada para a quarta-feira.
Neste contexto, a Comissão Europeia convocou uma reunião de emergência para discutir o assunto. Está marcada para a quarta-feira.