Ucrânia "determinada a continuar cooperação" com Washington

"A Ucrânia está absolutamente determinada a prosseguir a sua cooperação com os Estados Unidos", declarou o primeiro-ministro Denys Shmygal, esta terça-feira, depois de a Casa Branca ter anunciado a suspensão da ajuda militar norte-americana, crucial para Kiev e para o seu exército face à Rússia.

Cristina Sambado - RTP /
Alina Smutko - Reuters

Os Estados Unidos são um parceiro importante e temos de o preservar”, afirmou Denys Shmygal numa conferência de imprensa em Kiev.

“O anúncio feito por Washington mergulha Kiev e os seus aliados europeus no desconhecido”, acrescentou. “Faremos tudo para nos mantermos firmes”.

Segundo o primeiro-ministro ucraniano, “precisamos e exigimos garantias de segurança concretas dos Estados Unidos, da Europa e dos países do G7. Isto é de importância existencial não só para a Ucrânia, mas também para a União Europeia”

A Ucrânia “está determinada a prosseguir a sua cooperação” com Washington e pronta para “renegociar o reinício do apoio norte-americano”.

Na conferência de imprensa, Denys Shmygal garantiu ainda que “a ajuda militar dos EUA é fundamental para salvar milhares de vidas” e que “Kiev fará tudo para manter a cooperação com os Estados Unidos”.

Segundo o governante, a Ucrânia está pronta para assinar um acordo com os EUA sobre os minerais.

"Estamos prontos para começar a trabalhar na assinatura deste acordo a qualquer momento", disse Denys Shmygal, especificando que Kiev aguardava o feedback americano sobre o assunto através dos canais diplomáticos.

Denys Shmygal explicou que “as Forças Armadas ucranianas dispõem de instrumentos para manter as linhas da frente”, durante a suspensão da ajuda norte-americana.

O primeiro-ministro da Ucrânia revelou também “que as receitas orçamentais em janeiro-fevereiro estavam em linha com as expectativas, permitindo financiar as necessidades do exército”.

Além disso, o primeiro-ministro garantiu que Kiev está a “trabalhar para atrair financiamento para a produção nacional de armas, que cobre atualmente 30 por cento das necessidades atuais”.

Por seu turno, um conselheiro do Presidente Zelensky, afirmou que a Ucrânia está a "discutir" com os europeus a possibilidade de substituir a ajuda militar norte-americana e ao mesmo tempo está aberta a "negociações" com Washington.

"Estamos a discutir opções com os nossos parceiros europeus", disse o conselheiro presidencial ucraniano Mykhailo Podoliak na rede social X. "E, claro, não descartamos a possibilidade de negociações com os nossos homólogos norte-americanos", acrescentou.
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