Zelensky avisa que a guerra está a chegar à Rússia

O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, avisou hoje que a guerra está a chegar "à Rússia e aos seus centros estratégicos e bases militares", após mais um ataque de `drones` numa zona comercial em Moscovo.

Lusa /

"Gradualmente, a guerra está a regressar ao território da Rússia, aos seus centros simbólicos e bases militares. E este é um processo inevitável, natural e absolutamente justo", disse o líder ucraniano, de visita à cidade de Ivano-Frankivsk.

Na manhã de hoje, a Rússia anunciou que tinha repelido dois ataques de `drones` ucranianos durante a noite, um na península da Crimeia, anexada à Ucrânia em 2014, e outro em Moscovo.

Na capital russa, cujo aeroporto internacional foi temporariamente encerrado, foram danificadas duas torres de escritórios no principal distrito comercial da cidade.

O Ministério da Defesa da Rússia informou que o ataque a Moscovo envolveu três `drones`, um dos quais foi abatido e os outros dois neutralizados por via eletrónica.

"A Ucrânia está a ficar mais forte", acrescentou Zelensky sobre este ataque, acrescentando de seguida que a Ucrânia se deve preparar para novos ataques contra as suas infraestruturas de energia, no próximo inverno.

"É óbvio que neste outono e inverno o inimigo tentará repetir os ataques terroristas contra a indústria energética ucraniana", explicou o Presidente ucraniano.

"Temos de estar preparados para isso, tanto a nível estadual como em cada comunidade", acrescentou Zelensky, em declarações divulgadas na conta presidencial da rede social Telegram.

A ofensiva militar lançada a 24 de fevereiro de 2022 pela Rússia na Ucrânia causou, de acordo com os mais recentes dados da ONU, a pior crise de refugiados na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).

A invasão russa -- justificada pelo Presidente russo, Vladimir Putin, com a necessidade de "desnazificar" e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia - foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções políticas e económicas.

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