Mundo
Guerra na Ucrânia
Zelensky disposto a negociar diretamente com Putin mas sem "tretas históricas"
As declarações foram proferidas em entrevista ao jornalista britânico Piers Morgan.
O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, afirma não ter emoções para com o seu homólogo russo e que está disposto a encontrar-se pessoalmente com Vladimir Putin, mas sem debater “tretas históricas”.
“Não tenho nada pessoal contra [Putin]”, esclarece Zelensky, que afirma, no caso de um encontro com o seu homólogo, não estar “interessado” em debater assuntos históricos sobre o contexto que levou ao início da guerra, nem “todas as tretas históricas” das reivindicações territoriais russas sobre a Ucrânia, por considerar que “tudo isso é para adiar [o fim da guerra]”.
“A única coisa sobre a qual quero conversar com ele é que, na minha opinião, precisamos resolver isso com sucesso”, afirma ainda o presidente ucraniano, que, no entanto, afirma não confiar em Putin, “a pessoa que tem matado tantas pessoas na Ucrânia e que começou uma invasão em larga escala contra a minha nação”.O presidente ucraniano também foi questionado sobre a realização de eleições presidenciais – suspensas desde a ativação da lei marcial, em 2022 – e afirmou estar disposto a realizar o ato eleitoral, se houve uma trégua de pelo menos dois meses. No entanto, acredita que a Rússia o quer substituir.
“Se nós conseguimos ter dois meses de um cessar-fogo para eleições, darei o meu melhor para falar com o parlamento e forçar o parlamento numa direção que não apoiam”, garantindo que dará o seu “melhor” para mudar a lei para a realização de eleições.
A entrevista acontece após mais uma ronda negocial tripartida com a Rússia e os Estados Unidos que, apesar de alguns progressos, nomeadamente na monotorização militar do cessar-fogo, mantém o impasse político em matéria dos territórios ucranianos ocupados pela Rússia.
A próxima ronda negocial, ainda sem data, deverá voltar a acontecer na Suíça, à semelhança dos mais recentes encontros.
“Não tenho nada pessoal contra [Putin]”, esclarece Zelensky, que afirma, no caso de um encontro com o seu homólogo, não estar “interessado” em debater assuntos históricos sobre o contexto que levou ao início da guerra, nem “todas as tretas históricas” das reivindicações territoriais russas sobre a Ucrânia, por considerar que “tudo isso é para adiar [o fim da guerra]”.
“A única coisa sobre a qual quero conversar com ele é que, na minha opinião, precisamos resolver isso com sucesso”, afirma ainda o presidente ucraniano, que, no entanto, afirma não confiar em Putin, “a pessoa que tem matado tantas pessoas na Ucrânia e que começou uma invasão em larga escala contra a minha nação”.O presidente ucraniano também foi questionado sobre a realização de eleições presidenciais – suspensas desde a ativação da lei marcial, em 2022 – e afirmou estar disposto a realizar o ato eleitoral, se houve uma trégua de pelo menos dois meses. No entanto, acredita que a Rússia o quer substituir.
“Se nós conseguimos ter dois meses de um cessar-fogo para eleições, darei o meu melhor para falar com o parlamento e forçar o parlamento numa direção que não apoiam”, garantindo que dará o seu “melhor” para mudar a lei para a realização de eleições.
A entrevista acontece após mais uma ronda negocial tripartida com a Rússia e os Estados Unidos que, apesar de alguns progressos, nomeadamente na monotorização militar do cessar-fogo, mantém o impasse político em matéria dos territórios ucranianos ocupados pela Rússia.
A próxima ronda negocial, ainda sem data, deverá voltar a acontecer na Suíça, à semelhança dos mais recentes encontros.