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Ataques israelitas matam seis palestinianos na Faixa de Gaza

Ataques israelitas matam seis palestinianos na Faixa de Gaza

Ataques aéreos lançados por Israel mataram hoje pelo menos seis palestinianos, incluindo um bebé de quatro meses, na Faixa de Gaza, apesar do cessar-fogo em vigor desde 10 de outubro, avançou a imprensa palestiniana.

Lusa /
Ahmed Mustafa - Reuters

De acordo com a agência de notícias palestiniana Sanad, três das vítimas - dois jovens e uma menina - morreram na sequência de disparos de artilharia das Forças de Defesa de Israel contra tendas no bairro de Al Tufa, enquanto o bebé de quatro meses morreu pela mesma causa no bairro de Zeitoun, ambos na zona leste da Cidade de Gaza.

Mais dois palestinianos morreram depois de as forças israelitas terem atacado a zona de Qizan Rashwan, situada a sul de Khan Younis, após terem chegado ao Hospital Nasser, segundo a Sanad e o jornal Filastin, ligado ao movimento islamita Hamas.

As autoridades de Gaza, controladas pelo Hamas, elevaram o número de mortos da ofensiva lançada por Israel após os ataques de 07 de outubro de 2023 para 71.803 na terça-feira, um número que inclui 529 mortes desde que o último cessar-fogo entrou em vigor.

A trégua entre Israel e o Hamas foi alcançada no âmbito de um plano proposto pelos Estados Unidos e incluiu a troca de reféns (20 vivos e 28 mortos e todos já repatriados) por prisioneiros palestinianos, a retirada parcial das forças israelitas e a entrada de ajuda humanitária no território.

As próximas etapas preveem um governo de transição tecnocrático palestiniano, já constituído, o desarmamento do Hamas, a criação de uma força militar internacional e a reconstrução do enclave.

A gestão quotidiana do território será confiada, a título transitório, a 15 membros do Comité Nacional para a Administração de Gaza, sob a autoridade do Conselho da Paz, por sua vez liderado pelo Presidente norte-americano.

O recente conflito na Faixa de Gaza foi desencadeado pelos ataques liderados pelo Hamas em 07 de outubro de 2023 no sul de Israel, nos quais morreram cerca de 1.200 pessoas e 251 foram feitas reféns.

Em retaliação, Israel lançou uma operação militar em grande escala no enclave palestiniano, que provocou, segundo as autoridades locais, um desastre humanitário, a destruição de quase todas as infraestruturas do território e a deslocação de centenas de milhares de pessoas.

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