Bolsas europeias acentuam perdas e preço do Brent continua a disparar
As principais bolsas europeias estavam a acentuar as perdas hoje ao fim da manhã, enquanto o preço do petróleo Brent continua a disparar devido às tensões no Médio Oriente em resposta aos ataques a instalações de gás.
Cerca das 11:30 em Lisboa, o EuroStoxx 600 estava a baixar 2% para 586,15 pontos.
As bolsas de Londres, Paris e Frankfurt cediam 1,91%, 1,32% e 2,30%, respetivamente, enquanto as de Madrid e Milão se desvalorizavam 2,04% e 2,16%.
A bolsa de Lisboa mantinha a tendência da abertura, com o principal índice, o PSI, a acentuar a queda para 1,58% para 8.990,26 pontos.
A Europa, que já fechou em queda na véspera, mantém a tendência negativa pendente da escalada do preço da energia, perante os ataques que estão a ocorrer contra instalações no Médio Oriente, dentro do conflito bélico que os Estados Unidos e Israel mantêm contra o Irão.
Às 11:30, o preço do petróleo Brent, de referência na Europa, para entrega em maio, subia 6,69% para 114,78 dólares, embora durante a manhã tenha chegado a subir mais de 10% aproximando-se de 120 dólares o barril (119,13 dólares).
Entretanto, o West Texas Intermediate (WTI), de referência nos EUA, para entrega em abril avança com menor intensidade, pois limita o avanço para menos de 1%, para 96,10 dólares, antes da abertura oficial do mercado naquele país, enquanto ocorrem novos ataques à infraestrutura energética por parte do Irão depois da ofensiva de Israel contra o campo de gás natural Pars Sur do país persa.
Estes ataques agravam a pressão sobre o fornecimento de energia já afetado pelo bloqueio pelo Irão do trânsito no estreito de Ormuz, crucial para o comércio de petróleo e gás.
O gás natural para entrega em abril no mercado TFF dos Países Baixos, referência na Europa, também se valorizava 17,94%, para 64,115 euros por megawatt-hora (MWh), contra 54,662 euros na quarta-feira.
Na abertura, o gás chegou a subir 30% e alcançar os 72 euros por megawatt-hora (MWh).
Analistas da Renta4 citados pela Efe explicam que os mercados reagem hoje de forma negativa tanto ao recrudescimento do conflito no Médio Oriente, com ataques cruzados a infraestruturas energéticas, como à Reserva Federal dos EUA (Fed), que poderia adiar as reduções de taxas e, inclusive, cujo "próximo movimento poderia ser um aumento de taxas, embora não seja o cenário base da grande maioria dos membros" do banco central.
A Fed manteve as taxas diretoras na quarta-feira numa faixa entre 3,5% e 3,75%.
Depois da Fed, hoje será a vez do Banco Central Europeu (BCE) que, segundo os especialistas, também manterá as taxas diretoras, bem como fez esta madrugada o Banco do Japão, que optou pela manutenção das taxas em 0,75%.
Hoje também serão conhecidas as decisões de política monetária do Banco da Inglaterra (BoE).
Depois das importantes quedas na Ásia, e enquanto os futuros de Wall Street antecipam uma nova sessão a vermelho, no mercado da dívida os juros das dívidas soberanas europeias sobem com força.
O rendimento do título alemão a dez anos, considerado o mais seguro da Europa, atinge 2,989%. O euro cai e está a ser trocado a 1,146 dólares.
O ouro recua 2,61%, para 4.692,65 dólares.