Brigadas Hezbollah no Iraque exigem saída de tropas dos EUA
As Brigadas Hezbollah (Kataib Hezbollah), influente grupo armado pró-iraniano no Iraque, afirmaram hoje que "não haverá segurança" no país até à saída de todas as tropas norte-americanas.
"A presença americana malévola é a causa principal da instabilidade no Iraque, e não haverá segurança até que o último soldado estrangeiro deixe o território iraquiano", afirmou o novo "chefe de segurança" do grupo, Abu Mujahid al-Assaf, em comunicado.
Designadas como grupo terrorista por Washington, as Brigadas Hezbollah são a ponta de lança da Resistência Islâmica no Iraque, uma rede xiita aliada do regime teocrático de Teerão.
Desde o início da atual guerra, reivindicaram a autoria de dezenas de ataques com `drones` e `rockets` contra bases que albergam tropas norte-americanas ou instalações petrolíferas neste país e no Médio Oriente.
As posições da milícia xiita têm sido alvo de ataques atribuídos a Washington ou a Israel.
Também hoje, as Brigadas Hezbollah anunciaram que o porta-voz e chefe de segurança do grupo, Abu Ali al-Askari, foi morto.
Abu Ali al-Askari "morreu mártir", segundo um comunicado do grupo, assinado pelo seu líder, Abu Hussein al-Hamidawi, em plena guerra no Médio Oriente, desencadeada em 28 de fevereiro por uma ofensiva aérea dos Estados Unidos e Israel contra o Irão, que respondeu com ataques contra os países vizinhos da região, incluindo o Iraque.
Um responsável de segurança disse à agência France-Presse (AFP) que Abu Ali al-Askari foi o comandante morto no sábado num ataque aéreo no bairro residencial de Arassat, em Bagdad.
Foi substituído como chefe de segurança por Abu Mujahid al-Assaf, de acordo com o comunicado do grupo.