Mundo
Guerra no Médio Oriente
"Conselho de Paz" de Trump tranquiliza Israel após preocupações sobre Gaza
Israel teme que, se sair de Gaza antes do desarmamento total do Hamas, o grupo islamita volte a expandir a sua presença pelo enclave.
O "Conselho de Paz" de Donald Trump, responsável por implementar a segunda fase do plano de paz em Gaza, garantiu esta segunda-feira ao primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, que Israel apenas terá de retirar-se do enclave quando estiver concluído o desarmamento "total" do Hamas.
"Está registado que a retirada total das Forças de Defesa de Israel (...) só irá realizar-se quando o desarmamento estiver concluído, tal como o Hamas se comprometeu a fazer perante os mediadores", escreveu o Conselho na rede social X.
O alto representante deste "Conselho de Paz" para Gaza, Nikolaï Mladenov, esteve reunido esta segunda-feira com Benjamin Netanyahu. No final, descreveu o encontro como "difícil".
O Conselho declarou, no entanto, ter chegado a um "entendimento comum sobre os objetivos partilhados" com Israel.
As declarações surgem depois de Telavive ter manifestado a Washington "graves preocupações de segurança" relativamente ao acordo anunciado por Donald Trump para dar início à segunda fase do seu plano para a paz em Gaza.
"Israel transmitiu aos seus homólogos americanos os seus comentários e preocupações sobre o quadro proposto", disse à agência France-Presse um porta-voz de Benjamin Netanyahu. "A versão tornada pública não reflete a posição de Israel".
"A nossa avaliação é que, se nos deslocarmos antes de o Hamas estar verdadeiramente desarmado, o grupo expandirá rapidamente a sua presença por toda a Faixa de Gaza, reconstruirá a sua infraestrutura terrorista, voltará a ameaçar as comunidades israelitas e tentará levar a cabo outro ataque ao estilo do 7 de outubro", acrescentou o porta-voz.Pelo menos 19 mortos em ataques israelitas desde domingo
O Hamas confirmou na passada sexta-feira a conclusão de um acordo sobre o seu desarmamento na Faixa de Gaza, previsto na segunda fase do cessar-fogo entre o movimento islamita palestiniano e Israel, um ponto-chave do plano de paz de Donald Trump.
A versão divulgada pelo Hamas prevê, nomeadamente, o fim das operações militares de ambas as partes, assim como o desmantelamento do armamento do Hamas e o seu armazenamento pelo Comité Nacional para a Administração de Gaza (NCAG), um órgão tecnocrático palestiniano responsável por gerir o território numa fase de transição.
Este desarmamento estará associado a uma retirada progressiva de Israel, devendo a Força Internacional de Estabilização (ISF), atualmente em fase de formação, ser destacada para separar as forças israelitas das zonas controladas pelo NCAG.
No entanto, Israel reiterou esta segunda-feira que "não recuaria e continuaria a combater qualquer ameaça", segundo uma fonte da AFP.
Após o anúncio do acordo, Telavive continuou os seus ataques a Gaza, com mais de uma dezena de ataques aéreos registados desde domingo e pelo menos 19 vítimas mortais.
c/ agências
"Está registado que a retirada total das Forças de Defesa de Israel (...) só irá realizar-se quando o desarmamento estiver concluído, tal como o Hamas se comprometeu a fazer perante os mediadores", escreveu o Conselho na rede social X.
O alto representante deste "Conselho de Paz" para Gaza, Nikolaï Mladenov, esteve reunido esta segunda-feira com Benjamin Netanyahu. No final, descreveu o encontro como "difícil".
O Conselho declarou, no entanto, ter chegado a um "entendimento comum sobre os objetivos partilhados" com Israel.
As declarações surgem depois de Telavive ter manifestado a Washington "graves preocupações de segurança" relativamente ao acordo anunciado por Donald Trump para dar início à segunda fase do seu plano para a paz em Gaza.
"Israel transmitiu aos seus homólogos americanos os seus comentários e preocupações sobre o quadro proposto", disse à agência France-Presse um porta-voz de Benjamin Netanyahu. "A versão tornada pública não reflete a posição de Israel".
"A nossa avaliação é que, se nos deslocarmos antes de o Hamas estar verdadeiramente desarmado, o grupo expandirá rapidamente a sua presença por toda a Faixa de Gaza, reconstruirá a sua infraestrutura terrorista, voltará a ameaçar as comunidades israelitas e tentará levar a cabo outro ataque ao estilo do 7 de outubro", acrescentou o porta-voz.Pelo menos 19 mortos em ataques israelitas desde domingo
O Hamas confirmou na passada sexta-feira a conclusão de um acordo sobre o seu desarmamento na Faixa de Gaza, previsto na segunda fase do cessar-fogo entre o movimento islamita palestiniano e Israel, um ponto-chave do plano de paz de Donald Trump.
A versão divulgada pelo Hamas prevê, nomeadamente, o fim das operações militares de ambas as partes, assim como o desmantelamento do armamento do Hamas e o seu armazenamento pelo Comité Nacional para a Administração de Gaza (NCAG), um órgão tecnocrático palestiniano responsável por gerir o território numa fase de transição.
Este desarmamento estará associado a uma retirada progressiva de Israel, devendo a Força Internacional de Estabilização (ISF), atualmente em fase de formação, ser destacada para separar as forças israelitas das zonas controladas pelo NCAG.
No entanto, Israel reiterou esta segunda-feira que "não recuaria e continuaria a combater qualquer ameaça", segundo uma fonte da AFP.
Após o anúncio do acordo, Telavive continuou os seus ataques a Gaza, com mais de uma dezena de ataques aéreos registados desde domingo e pelo menos 19 vítimas mortais.
c/ agências