Conselho de Segurança da ONU condena morte de militar francês no Líbano
Os membros do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) condenaram o ataque que matou um soldado francês e feriu outros três no Líbano, dois em estado grave, no sábado.
Expressando as "mais profundas condolências" às famílias das vítimas, os 15 membros do Conselho reiteraram, em comunicado divulgado na segunda-feira, que "os soldados da paz nunca devem ser alvo de ataques" e pediram que os responsáveis ??sejam "levados à justiça sem demora".
No sábado, o Presidente francês anunciou a morte do militar francês Florian Montorio, da Força Interina das Nações Unidas no Líbano (UNIFIL, na sigla em inglês).
Emmanuel Macron disse na rede social X que "tudo aponta para que a responsabilidade do ataque seja do Hezbollah".
"França exige às autoridades libanesas que detenham imediatamente os culpados e assumam as suas responsabilidades juntamente com a UNIFIL", afirmou Macron.
Horas depois, o grupo xiita libanês Hezbollah negou ter estado envolvido no ataque.
"O Hezbollah não teve qualquer ligação ao incidente ocorrido com a FINUL", garantiu o grupo financiado pelo Irão, num comunicado.
Na nota, o Hezbollah pede ainda "prudência (...) antes de se atribuir responsabilidades em relação ao incidente, enquanto se aguardam os resultados do inquérito do Exército libanês".
O Líbano foi arrastado para a guerra no Médio Oriente quando o Hezbollah retomou os ataques contra Israel em 02 de março, após o início da ofensiva israelo-americana contra o Irão, aliado e financiador do grupo xiita libanês.
No mesmo dia, as autoridades libanesas proibiram as atividades militares do Hezbollah, após vários meses em que procuraram desarmar o grupo, que, no entanto, recusa entregar o equipamento militar enquanto o país estiver sob ameaça de Israel e não cessou os ataques aéreos contra o país vizinho.
Em resposta, as forças israelitas desencadearam uma vasta operação militar no Líbano, através de bombardeamentos intensivos alegadamente contra alvos do Hezbollah, a par da expansão das posições terrestres que já ocupavam no sul do país.
No sábado, o Presidente da República, António José Seguro, enviou uma mensagem de condolências a Emmanuel Macron, "após tomar conhecimento, com profunda consternação" da morte de Florian Montorio.
Seguro realça que os membros das missões de manutenção da paz das Nações Unidas "não podem, em circunstância alguma, ser alvo de ataques, devendo o direito internacional ser plenamente respeitado".
"Portugal expressa solidariedade para com a França e renova o seu firme compromisso com a promoção da paz e da segurança internacionais", acrescenta a Presidência.