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Cotação do Brent para entrega em maio baixa 2,84% mas mantém-se acima de 100 USD

Cotação do Brent para entrega em maio baixa 2,84% mas mantém-se acima de 100 USD

A cotação do barril de petróleo Brent para entrega em maio terminou hoje no mercado de futuros de Londres em baixa de 2,84%, mas manteve-se acima dos cem dólares, concretamente nos 100,21.

Lusa /

O crude do Mar do Norte, de referência na Europa, tinha fechado na sexta-feira as transações no Intercontinental Exchange a cotar 103,14 dólares, o seu nível mais alto desde 2022, e hoje chegou a evoluir nos 106,50.

Não obstante, acabou o dia 2,93 dólares abaixo do valor de encerramento de sexta-feira, apesar das notícias provenientes do Médio Oriente, onde o ataque israelo-norte-americano ao Irão não tem fim à vista, tal como o bloqueio no Estreito de Ormuz.

A pressão de Donald Trump sobre os aliados para que integrem uma coligação que escolte os petroleiros na travessia deste Estreito não obteve o resultado que desejava, mas teve outros efeitos colaterais que podem repercutir-se no preço do petróleo.

Assim, o primeiro-ministro belga, Bart De Wever, sugeriu que a União Europeia "normalize" as suas relações com a Federação Russa, para conseguir ter petróleo mais barato, através da compra de petróleo russo.

"Devemos normalizar as relações com a Rússia e voltar a ter acesso à energia barata. É bom senso", disse, em entrevista ao diário L`Echo.

Acrescentou ainda: "Os líderes europeus concordam comigo, mas nenhum se atreve a dizê-lo em voz alta".

Estas declarações lançaram a dúvida sobre a frente europeia até agora sólida de vetar o petróleo russo, devido à invasão da Ucrânia.

Também hoje, o diretor da Agência Internacional de Energia (AIE), Fatih Birol, manifestou-se disposto a libertar mais reservas estratégicas de petróleo "se for preciso", depois da decisão anunciada na quarta-feira de libertar 400 milhões de barris para paliar o impacto do ataque israelo-norte-americano ao Irão.

Birol disse que, a pesar desta libertação inédita de reservas, estas continuam elevadas: "Depois desta operação, ainda temos mais de 1,4 mil milhões de barris em reservas de emergência, o que significa que podemos voltar a fazê-lo, se for preciso".

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