Deputados irlandeses aprovam proibição de importações dos colonatos israelitas

Deputados irlandeses aprovam proibição de importações dos colonatos israelitas

Os deputados irlandesas aprovaram na terça-feira a proibição da importação de produtos oriundos dos colonatos nos territórios palestinianos ocupados, considerados ilegais pela ONU.

Lusa / Adicionar como fonte informativa

Esta medida, que tem agora de ser aprovada pela câmara alta do parlamento irlandês, vai interditar a importação de bens agrícolas e industriais, mas não de serviços.

O governo de centro-direita tinha considerado que esta medida era uma "obrigação face ao direito internacional", depois de uma decisão do Tribunal Internacional de Justiça, de 2024.

A Espanha já tinha proibido, em outubro de 2023, a importação de produtos "provenientes das colónias ilegais na Faixa de Gaza e na Cisjordânia".

Antes, em Estrasburgo, o primeiro-ministro irlandês, Micheál Martin, apelou aos parceiros europeus para que "façam mais" para pressionar Israel pelas suas ações na Faixa de Gaza e na Cisjordânia.

"Provoca-nos uma profunda e justificada tristeza e ira que a Europa não faça o suficiente para pressionar Israel perante as suas escandalosas ações", disse Martin, no Parlamento Europeu, durante a apresentação das prioridades do seu país enquanto presidente do Conselho da União Europeia, cargo rotativo que passou a desempenhar desde 01 de julho.

Aos eurodeputados, Martin realçou que "nao há justificação para a escala de morte, destruição e deslocações" a que se assiste na Palestina.

Na terça-feira, os militares israelitas mataram mais cinco palestinianos na Faixa de Gaza, o que aumentou para 1.081 o total de mortos desde o início do cessar-fogo, em 10 de outubro de 2025, enquanto o de feridos já ascende a cerca de 3.500.

No total, desde outubro de 2023, os israelitas já mataram mais de 73.100 e feriram mais de 173.500 palestinianos, em uma ofensiva qualificada internacionalmente como "genocídio".

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