Doze palestinianos mortos hoje em ataques israelitas em Gaza
Um total de doze palestinianos morreram hoje em ataques israelitas em Gaza, incluindo quatro crianças, segundo um último balanço das autoridades locais, após ter sido revisto número de vítimas em ataque aéreo que atingiu um apartamento na cidade.
A morgue do hospital Al Shifa, para onde os corpos foram levados, identificou as vítimas do bombardeamento contra o edifício residencial da zona de Al Samr como Abdalá Yaha, Mohamed al Hawari, Yihad Azam e Subhi Saqala.
Horas antes, o Exército israelita tinha matado outras oito pessoas em dois ataques diferentes, em mais um dia em que continuou a não respeitar o cessar-fogo vigente desde outubro.
No primeiro dos ataques das forças armadas israelitas, de manhã, foram mortos seis membros da família Al Masri, pai, mãe e quatro filhos, com 5, 9, 11 e 12 anos, num bombardeamento à sua residência no sul da cidade de Gaza, segundo o Ministério da Saúde da Faixa de Gaza.
O exército admitiu o ataque, afirmando que visou suspeitos membros do Hamas.
Depois do meio-dia, o exército matou a tiro dois homens num ataque a um veículo à entrada da cidade de Al Zahra (centro), identificados como Raed al Omsi, 34 anos, e Nabhan al Omsi, 53, que era professor na Agência das Nações Unidas para os Refugiados da Palestina (UNRWA), relatou o hospital dos Mártires de Al Aqsa, para onde os corpos foram transferidos.
O exército israelita continua a atacar diariamente a devastada Faixa de Gaza, apesar do cessar-fogo que entrou em vigor em outubro de 2025, além de expandir a sua ocupação militar no enclave palestiniano para quase 70% do território.
No total, o exército israelita matou cerca de 73.300 pessoas desde o início da sua ofensiva em outubro de 2023, descrita por grande parte da comunidade internacional como genocídio devido à destruição generalizada e aos ataques deliberados contra crianças palestinianas, segundo as conclusões de comissões independentes.
Fontes médicas estimam que cerca de 7.500 pessoas continuam desaparecidas sob os escombros. Israel não permite a entrada de maquinaria para trabalhos de desobstrução e recuperação de corpos.