Mundo
Guerra no Médio Oriente
EUA e Arábia Saudita de acordo para desenvolver programa nuclear saudita
Washington e Riade estabeleceram um acordo para o desenvolvimento do programa nuclear civil saudita, apesar da oposição israelita, anunciou a imprensa norte-americana. A Arábia Saudita poderá produzir urânio enriquecido numa base a construir pelos EUA em território saudita.
O anúncio oficial é esperado para as próximas horas de quarta-feira, de acordo com a CBS News. O acordo, já foi aprovado por Trump, deverá ter uma duração de 30 anos e está estimado em dezenas de milhares de milhões de dólares para os EUA, informou por seu lado o The Wall Street Journal.Empresas norte-americanas deverão estar envolvidas na construção de uma instalação para produzir urânio enriquecido, que poderá ser utilizado como combustível para centrais nucleares, mas também para fabricar bombas atómicas.
O acordo permitiria às empresas norte-americanas operar centrais nucleares para os sauditas em território saudita, noticiou a CBS, citando uma fonte regional familiarizada com o acordo. As empresas envolvidas não foram divulgadas e o Congresso teria de ser consultado.
Após um estudo conjunto com os EUA, a Arábia Saudita poderá ser autorizada a enriquecer urânio no seu território para produzir combustível numa instalação de enriquecimento construída pelos EUA, em vez de depender de combustível importado, segundo informações dos meios de comunicação social.
Especialistas nucleares e antigos funcionários de Israel - o principal aliado dos EUA no Médio Oriente - manifestaram-se preocupados com a possibilidade do plano poder permitir à Arábia Saudita vir a desenvolver uma arma nuclear.
O acordo permitiria às empresas norte-americanas operar centrais nucleares para os sauditas em território saudita, noticiou a CBS, citando uma fonte regional familiarizada com o acordo. As empresas envolvidas não foram divulgadas e o Congresso teria de ser consultado.
Após um estudo conjunto com os EUA, a Arábia Saudita poderá ser autorizada a enriquecer urânio no seu território para produzir combustível numa instalação de enriquecimento construída pelos EUA, em vez de depender de combustível importado, segundo informações dos meios de comunicação social.
Esta cláusula diferenciaria este acordo de um outro assinado pelos EUA em 2009 com os Emirados Árabes Unidos, vizinho da Arábia Saudita, segundo o qual os Emirados Árabes Unidos não produzem o seu próprio combustível e aceitam uma série de outras restrições.
Por esta razão, espera-se que o acordo atraia também a preocupação dos activistas da não proliferação nuclear, cujo objectivo final é impedir o aumento do número de armas nucleares em todo o mundo.
A questão iraniana
A questão nuclear tem estado no centro do conflito entre os EUA e Israel com o Irão, que dura há meses. As duas nações afirmam que um dos motivos para o ataque ao Irão em Fevereiro foi impedir o país de desenvolver uma arma nuclear – algo que Teerão nega ter planos para fazer.
O governante de facto da Arábia Saudita, o príncipe herdeiro Mohammed bin Salman, declarou à CBS News, em 2018, que o seu país não planeava adquirir uma arma nuclear, mas que "sem dúvida, se o Irão desenvolvesse uma bomba nuclear, nós faríamos o mesmo o mais rapidamente possível".
Caso os EUA se oponham ao enriquecimento de urânio na Arábia Saudita após o estudo conjunto, o reino ficará impedido de o fazer sozinho ou com outro parceiro estrangeiro durante 10 anos, refere o Wall Street Journal.
O plano será agora enviado para o Congresso americano. Espera-se que alguns deputados de ambos os partidos se oponham ao acordo, embora o Partido Republicano de Trump controle ambas as câmaras do Congresso.
O acordo EUA-Arábia Saudita não está condicionado à normalização das relações diplomáticas entre os sauditas e Israel, noticia o New York Times. A procura da normalização das relações entre a Arábia Saudita e Israel tem sido uma aspiração dos sucessivos presidentes americanos.
c/agências
Por esta razão, espera-se que o acordo atraia também a preocupação dos activistas da não proliferação nuclear, cujo objectivo final é impedir o aumento do número de armas nucleares em todo o mundo.
A questão iraniana
A questão nuclear tem estado no centro do conflito entre os EUA e Israel com o Irão, que dura há meses. As duas nações afirmam que um dos motivos para o ataque ao Irão em Fevereiro foi impedir o país de desenvolver uma arma nuclear – algo que Teerão nega ter planos para fazer.
O governante de facto da Arábia Saudita, o príncipe herdeiro Mohammed bin Salman, declarou à CBS News, em 2018, que o seu país não planeava adquirir uma arma nuclear, mas que "sem dúvida, se o Irão desenvolvesse uma bomba nuclear, nós faríamos o mesmo o mais rapidamente possível".
Caso os EUA se oponham ao enriquecimento de urânio na Arábia Saudita após o estudo conjunto, o reino ficará impedido de o fazer sozinho ou com outro parceiro estrangeiro durante 10 anos, refere o Wall Street Journal.
O plano será agora enviado para o Congresso americano. Espera-se que alguns deputados de ambos os partidos se oponham ao acordo, embora o Partido Republicano de Trump controle ambas as câmaras do Congresso.
O acordo EUA-Arábia Saudita não está condicionado à normalização das relações diplomáticas entre os sauditas e Israel, noticia o New York Times. A procura da normalização das relações entre a Arábia Saudita e Israel tem sido uma aspiração dos sucessivos presidentes americanos.
c/agências