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EUA impedem navios com destino ao Irão mas rejeitam bloqueio do estreito de Ormuz

EUA impedem navios com destino ao Irão mas rejeitam bloqueio do estreito de Ormuz

O Comando Central dos Estados Unidos (Centcom) assegurou hoje que as forças norte-americanas não estão a bloquear o estreito de Ormuz, mas apenas navios com origem ou destino a portos iranianos, no âmbito de uma operação militar em curso.

Lusa / Adicionar como fonte informativa

Em comunicado divulgado nas redes sociais, o Centcom explicou que o porta-aviões USS Abraham Lincoln se encontra no mar Arábico, integrado num dispositivo que visa impedir a circulação de embarcações ligadas ao comércio iraniano.

Segundo a mesma fonte, estão empenhados nesta operação 10.000 militares, apoiados por 12 navios e cerca de 100 aeronaves, com intuito de garantir o cumprimento de uma ordem do Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

O comando militar adiantou que, nas últimas 72 horas, pelo menos 14 navios inverteram o rumo para cumprir o bloqueio imposto pelas forças norte-americanas.

Horas antes, o representante permanente dos Estados Unidos nas Nações Unidas, Mike Waltz, afirmou na Assembleia Geral que o estreito de Ormuz é demasiado "valioso" para ser encerrado, apesar das tensões com o Irão.

O atual bloqueio surge após um cessar-fogo de duas semanas entre os Estados Unidos e o Irão, condicionado à reabertura daquela rota marítima estratégica, que ainda não retomou os níveis de tráfego anteriores ao conflito, iniciado há mais de um mês e meio.

Como resposta à situação, Donald Trump ordenou à Marinha norte-americana que reforçasse o bloqueio a navios ligados ao Irão, ameaçando "eliminar de imediato" quaisquer embarcações iranianas que violem as restrições.

Apesar das limitações, pelo menos três petroleiros atravessaram o estreito de Ormuz nos últimos dias, partindo de portos não iranianos, segundo dados de monitorização marítima.

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