EUA levantam sanções sobre vendas de petróleo de Teerão armazenado em navios
Os Estados Unidos suspenderam até 19 de abril sanções sobre petróleo iraniano armazenado em navios, prevendo a libertação no mercado de 140 milhões de barris, para conter a subida dos preços dos combustíveis provocada pela guerra no Médio Oriente.
Em particular, o Departamento do Tesouro norte-americano autorizou na sexta-feira a venda e fornecimento de petróleo e derivados iranianos carregados em navios antes de 20 de março.
O secretário do Tesouro, Scott Bessent, anunciou a decisão e estimou que a medida irá acrescentar aproximadamente 140 milhões de barris ao mercado petrolífero.
"O Irão terá dificuldades em aceder às receitas geradas, e os Estados Unidos continuarão a exercer a máxima pressão sobre a sua capacidade de aceder ao sistema financeiro internacional", referiu Bessent.
No entanto, o Irão informou na sexta-feira que não tem excedentes de petróleo disponíveis para os mercados internacionais.
"Agora, o Irão não tem qualquer disponibilidade de petróleo, no mar ou para abastecer os mercados internacionais, e as afirmações do secretário do Tesouro visam apenas dar esperança aos compradores", escreveu o porta-voz do Ministério do Petróleo iraniano, Saman Ghoddoosi, nas redes sociais.
Bessent afirmou na quinta-feira que os EUA poderiam levantar algumas sanções sobre o petróleo iraniano, com o que pretenderia responder à subida dos preços da energia causada pelo ataque israelo-norte-americano ao Irão.
Especificou que este alívio aplicar-se-ia apenas ao petróleo iraniano armazenado em navios no mar alto.
O bloqueio do Estreito de Ormuz, por onde circulavam cerca de um quinto do comércio mundial de petróleo e gás, e os ataques às infraestruturas energéticas causaram um aumento acentuado dos preços da energia.
A medida do Tesouro norte-americano em relação ao petróleo iraniano surge depois de, na semana passada, terem sido levantadas as sanções ao petróleo russo, também armazenado em navios no mar alto, durante 60 dias.