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Famílias de reféns consideram ocupação de Gaza uma "irresponsabilidade"

Famílias de reféns consideram ocupação de Gaza uma "irresponsabilidade"

As famílias dos reféns israelitas denunciaram hoje "a irresponsabilidade" do Governo, após ter sido aprovado o plano de ocupação da Cidade de Gaza, e voltaram a exigir um acordo com o Hamas para libertação dos sequestrados.

Lusa /
Ronen Zvulun - Reuters

"O nosso Governo está a caminho de uma catástrofe colossal, para os reféns e os para nossos soldados. O gabinete [de segurança] decidiu ontem [quinta-feira] à noite embarcar numa nova marcha de irresponsabilidade à custa dos reféns, dos soldados e da sociedade israelita", afirmou o Fórum de Familiares de Reféns e Pessoas Desaparecidas, em comunicado.

O grupo, que representa a maioria das famílias das duas centenas de sequestrados a 07 de outubro de 2023, durante os ataques do movimento islamita palestiniano Hamas contra Israel, afirmou que este plano significa abandonar os reféns, além de ignorar os alertas da liderança militar e a vontade do público israelita.

"Ao optar pela escalada militar em vez da negociação, estamos a deixar os nossos entes queridos à mercê do Hamas, uma organização terrorista maléfica que mata sistematicamente os reféns à fome e abusa deles", denunciou o Fórum.

O gabinete de segurança do Governo israelita deu "luz verde", esta madrugada, a um plano militar de ocupação da Cidade de Gaza, no norte do enclave, que alberga um milhão de pessoas.

Em declarações à estação norte-americana de televisão Fox News, antes da reunião, o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu explicou que o objetivo é ocupar toda a Faixa de Gaza, não para a manter ou governar, mas para manter um "perímetro de segurança" que deve ser governado pelas "forças árabes" sem ameaçar Israel e sem o Hamas.

Os comandantes das forças armadas israelitas manifestaram relutância em implementar este plano, que passa por operar em locais onde há reféns (20 permanecem vivos e 30 mortos), por temerem que as milícias palestinianas em Gaza os executem à medida que as tropas avançam, como aconteceu no final de agosto de 2024 com seis reféns.

De acordo com o Gabinete das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA), 88% do enclave palestiniano já está sob ordens de deslocação forçada ou tornou-se uma área militarizada do exército israelita.

Na mensagem, o Fórum das Famílias voltou a apelar para um "acordo abrangente" com o Hamas que permita o fim da guerra e a libertação de todos os reféns na Faixa de Gaza.

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