Forças Armadas iranianas prometem segurança do Golfo Pérsico sem presença estrangeira

Forças Armadas iranianas prometem segurança do Golfo Pérsico sem presença estrangeira

As Forças Armadas do Irão anunciaram hoje que ficarão responsáveis pela segurança do Golfo Pérsico e do estreito de Ormuz sob uma "nova ordem regional e mundial" e "sem presença estrangeira".

Lusa /

"Avisamos os inimigos de que os planos e estratégias do líder supremo [Mokhtaba Khamenei] para a gestão do Golfo Pérsico e do estreito de Ormuz garantirão o futuro da região e da nova ordem regional e mundial sob a estratégia de um `Irão forte`, na qual os estrangeiros não terão lugar", disse o comandante do quartel-general central Khatam al-Anbiya, general Ali Abdolahi, num comunicado reportado pela agência Tasnim.

O alto responsável militar afirmou ainda que o seu país dará uma resposta "dura e infernal" a qualquer agressão, enquanto o Irão e os Estados Unidos afirmam ter-se aproximado de um possível acordo de paz.

O porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros iraniano, Esmail Baghaei, disse no sábado que as partes estavam a finalizar um memorando de entendimento para pôr fim à guerra, algo que foi confirmado pouco depois pelo Presidente dos EUA, Donald Trump, que indicou que o acordo incluirá a reabertura do estreito de Ormuz e será anunciado "em breve".

O Irão está parcialmente a bloquear o estratégico Estreito de Ormuz, por onde passava 20% do petróleo e gás mundial antes da guerra lançada pelos EUA e Israel a 28 de fevereiro, e procura consolidar a sua jurisdição sobre essa passagem marítima.

Em resposta ao bloqueio iraniano, Washington também impôs um cerco naval a portos e navios iranianos desde 13 de abril.

Segundo a agência Tasnim, ligada aos Guardas Revolucionários, o memorando de entendimento contempla a recuperação do volume de trânsito de navios pelo estreito de Ormuz que existia antes da guerra sob controlo iraniano.

Além disso, os meios de comunicação noticiaram que o Irão exige a suspensão temporária das sanções petrolíferas, bem como a libertação de parte dos seus fundos congelados no estrangeiro como condição para fechar o pacto.

A questão do programa nuclear iraniano ficaria para uma fase após o acordo de paz, para a qual está previsto um período de negociação de 60 dias.

O Paquistão, que tem atuado como mediador, confirmou hoje que espera acolher a próxima ronda de negociações substanciais entre Washington e Teerão em Islamabad "muito em breve", após uma primeira tentativa em abril passado que terminou sem entendimento.

O secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, admitiu que seja anunciado ainda hoje um acordo com o Irão, que poderia terminar oficialmente a guerra no Médio Oriente.

No entanto, o chefe da diplomacia norte-americana ressalvou que um acordo só é possível se o Irão não tiver armas nucleares.

Tópicos
PUB