Forças dos EUA no Iraque e Síria foram alvo de 55 ataques em outubro
As forças dos EUA destacadas no Iraque e na Síria foram alvo de 55 ataques no mês passado, nos quais quase 60 soldados sofreram ferimentos leves, adiantou o Departamento de Defesa norte-americano (Pentágono).
O número de ataques contra tropas norte-americanas aumentou com a guerra entre Israel e o Hamas, o movimento islâmico palestiniano no poder na Faixa de Gaza e apoiado pelo Irão.
"Desde 17 de outubro até à data, ocorreram 55 ataques às forças americanas", sublinhou Sabrina Singh, vice-porta-voz do Pentágono, especificando que 27 ataques tiveram como alvo tropas norte-americanas no Iraque e 28 posicionadas na Síria.
A mesma fonte indicou que 59 militares norte-americanos sofreram ferimentos leves.
Washington, o principal apoiante de Israel, acusou durante semanas Teerão de estar envolvido nestes ataques.
Os norte-americanos têm respondido a estas ofensivas e realizaram três ataques na Síria em locais ligados ao Irão.
O presidente dos EUA Joe Biden informou esta quarta-feira, numa carta dirigida ao Congresso, que os norte-americanos bombardearam em 12 de novembro duas instalações no leste da Síria utilizadas pela Guarda Revolucionária Iraniana e grupos associados, para armazenar armas.
De acordo com Joe Biden, os locais serviam também como centro de treino e controlo, entre outras finalidades.
Os lançamentos, acrescentou, foram concebidos para limitar o risco de escalada do conflito e evitar vítimas civis.
"Ordenei os ataques para proteger e defender o nosso pessoal, diminuir a escalada e interromper a série de ataques em curso contra os Estados Unidos e os nossos parceiros, e dissuadir o Irão e os grupos de milícias apoiados pelo Irão de conduzir ou apoiar novos ataques contra o pessoal dos EUA", frisou Biden.
Os Estados Unidos tem cerca de 900 soldados na Síria e quase 2.500 no Iraque que combatem a organização `jihadista` Estado Islâmico (EI).