França e Itália querem lançar coligação multinacional para o Líbano
França e Itália querem lançar uma nova coligação multinacional que substitua a missão da ONU no Líbano (FINUL), cujo mandato termina em dezembro, para garantir "a soberania" do país, anunciaram hoje o Presidente francês e a primeira-ministra italiana.
"Queremos lançar uma coligação no âmbito do dispositivo pós-FINUL, evidentemente em coordenação com a União Europeia e as Nações Unidas, para reforçar a soberania do Líbano e das suas forças armadas e impedir que o seu território se torne um ponto de apoio para uma escalada regional", anunciou o chefe de Estado francês, Emmanuel Macron, numa conferência de imprensa conjunta com Giorgia Meloni após a 26ª cimeira intergovernamental França-Itália, hoje celebrada em Antibes, na Riviera francesa.
"Itália e França podem, sem dúvida, fazer a diferença. É necessário, do nosso ponto de vista, garantir uma presença internacional que evite um vazio de segurança extremamente perigoso", declarou, por seu lado, a primeira-ministra italiana, sublinhando a necessidade de "um mandato claro e estruturado, que ajude a construir um futuro diferente para o Líbano".
Questionado sobre que países poderão fazer parte da coligação, Macron disse ser muito cedo para antecipar, mas expressou o desejo de que a mesma seja "o mais alargada possível", insistindo que o seu objetivo será garantir, ao lado das forças armadas libanesas, "a soberania e a integridade territorial do país".
O anúncio desta missão impulsionada por Paris e Roma para o Líbano, país afetado pelo conflito entre Israel e o movimento xiita libanês Hezbollah, marcou a cimeira hoje realizada em Antibes, a primeira entre França e Itália desde a entrada em vigor, em 2021, do Tratado do Quirinal, que estrutura a relação bilateral entre os dois países, e desde que Meloni assumiu a chefia do Governo italiano, em 2022.