Hezbollah reivindica múltiplos ataques no norte de Israel
O Hezbollah reivindicou hoje e uma nova série de ataques contra alvos militares no norte de Israel, perto da fronteira com o Líbano, enquanto os dois países realizam negociações em Washington.
Numa série de comunicados, o movimento xiita pró-iraniano referiu ter utilizado drones para atacar concentrações de soldados perto de uma cidade no norte de Israel, um acampamento militar na Galileia e um quartel.
Já o Exército israelita acusou hoje o Hezbollah de danificar a Igreja de São Jorge na cidade maioritariamente cristã de Marjayoun, no sul do Líbano, após uma saraivada de projéteis disparados contra a zona.
As forças israelitas divulgaram um vídeo do alegado ataque, mostrando o impacto de pelo menos sete projéteis em vários locais de Marjayoun, embora não tenha sido incluída nenhuma imagem específica do ataque à igreja.
As autoridades militares divulgaram ainda fotografias que mostram os danos no edifício, com parte do telhado a ruir e destroços espalhados pelo chão.
"Este incidente demonstra mais uma vez como o Hezbollah continua a pôr em perigo e a prejudicar a população civil libanesa", sublinhou o Exército, sem adiantar mais pormenores.
A acusação surge horas depois de o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, ter confirmado que as tropas israelitas atravessaram o rio Litani, avançando em direção a posições estratégicas do sul do Líbano para o centro do país.
O Exército israelita intensificou a sua ofensiva no Líbano nas últimas horas, apesar do acordo de cessar-fogo em vigor e das negociações em curso com o Governo libanês para tentar alcançar um acordo de paz.
As mais recentes hostilidades em grande escala eclodiram em 02 de março, quando o movimento xiita lançou `rockets` contra Israel em retaliação pelo assassinato do líder supremo do Irão, o ayatollah Ali Khamenei, durante a ofensiva lançada em 28 de fevereiro por Israel e pelos Estados Unidos contra a nação asiática.
Israel respondeu com bombardeamentos intensivos e expandiu as posições militares que já mantinha no sul do país vizinho durante o conflito anterior.
Desde 02 de março, pelo menos 3.324 pessoas morreram, incluindo cerca de 200 crianças e acima de 100 profissionais de saúde, e mais de 10 mil ficaram feridas, segundo o Ministério da Saúde libanês, em resultado dos ataques israelitas, que provocaram também acima de um milhão de deslocados.
As partes tinham estado em confronto no seguimento da guerra de Faixa de Gaza, entre outubro de 2023 e novembro de 2024, data de um cessar-fogo nunca verdadeiramente respeitado e que foi interrompido com o início do conflito entre Estados Unidos, Israel e Irão.