"Houve progressos" nas negociações para cessar-fogo entre Israel e Hamas
Os mediadores norte-americanos e árabes nas negociações para um cessar-fogo entre Israel e o Hamas, incluindo a libertação de reféns, fizeram progressos significativos na noite de domingo, mas ainda não foi fechado um acordo. Joe Biden e Benjamin Netanyahu também estiveram em conversações, embora se mantenham as incertezas quanto às principais condições de um eventual acordo.
Já esta segunda-feira de manhã, numa conferência de imprensa, o ministro israelita dos Negócios Estrangeiros, Gideon Sa'ar, confirmou que “houve progressos”.
“Vemos algum progresso nas negociações. (…) Israel quer um acordo de libertação de reféns. Israel está a trabalhar com os nossos aliados norte-americanos para conseguir um acordo de reféns, e logo saberemos se o outro lado quer a mesma coisa”.
Outros três responsáveis, que falaram sob condição de anonimato à Reuters, já tinham reconhecido que houve progressos e disseram que os próximos dias serão cruciais para colocar um fim a mais de 15 meses de conflitos que destabilizaram o Médio Oriente. Um dos envolvidos nas negociações disse que houve um avanço durante a última noite e que há uma proposta de acordo em cima da mesa. Os negociadores israelitas e do Hamas vão agora levar o acordo de volta aos líderes para aprovação final.
As mesmas fontes adiantaram ainda que os mediadores no Catar, voltaram a pressionar o Hamas para aceitar o acordo, enquanto o enviado do presidente eleito dos Estados Unidos Donald Trump, Steve Witkoff, pressionava os israelitas.
“As próximas 24 horas serão cruciais para chegar ao acordo", acrescentaram.
Já uma autoridade egípcia afirmou que houve bons progressos durante a noite, mas que provavelmente demorará mais alguns dias, e que as partes estão a procurar um acordo antes da tomada de posse de Trump, a 20 de janeiro. Um terceiro responsável disse que as negociações estavam a decorrer bem, mas ainda não tinham sido concluídas.
No entanto, uma autoridade do Hamas disse que uma série de questões controversas ainda têm de ser resolvidas, incluindo o compromisso israelita de colocar um fim à guerra, além dos detalhes sobre a retirada das tropas israelitas e a troca de reféns e prisioneiros. A autoridade egípcia confirmou que estas questões ainda estavam a ser discutidas.