Irão avisa que passagem segura por Ormuz não pode ser garantida sem coordenação com Teerão

Irão avisa que passagem segura por Ormuz não pode ser garantida sem coordenação com Teerão

O vice-ministro dos Negócios Estrangeiros do Irão afirmou que a passagem segura pelo Estreito de Ormuz por "rotas paralelas" não pode ser garantida.

RTP / Adicionar como fonte informativa
Reuters

O vice-ministro dos Negócios Estrangeiros do Irão, Kazem Gharibabadi, afirmou que a passagem segura pelo Estreito de Ormuz não pode ser garantida sem coordenação com o Irão e avisou que a falta de coordenação pode resultar na suspensão de qualquer rota designada.

“A passagem segura pelo Estreito de Ormuz, com acordos ambíguos, rotas paralelas ou decisões tomadas fora das considerações do Irão como Estado costeiro, não pode ser garantida”, lê-se na publicação de Gharibabadi no X.

“Qualquer estrutura credível deve basear-se na coordenação com o Irão e nas disposições do parágrafo cinco do Memorando de Entendimento de Islamabad. Caso contrário, o resultado será a suspensão da rota paralela designada”, acrescenta.

Os comentários surgem surgiram depois de Omã, em coordenação com a Organização Marítima Internacional, ter designado rotas temporárias para a passagem pelo estreito.

Teerão enfatizou ainda que a segurança da região “deve ser garantida pelos próprios países da região e não pela dependência de potências estrangeiras cujas intervenções têm repetidamente minado a estabilidade regional”.
Negociações entre Líbano e Israel continuam
Enquanto isso, as negociações entre Líbano e Israel continuam esta sexta-feira em Washington.

A quinta ronda de negociações entre Israel e o Líbano, mediada pelos Estados Unidos, estava prevista para terminar na quinta-feira mas vai continuar esta sexta-feira em Washington.

"As discussões entre Israel e o Líbano continuam em curso, e continuamos a facilitar o processo. As duas partes retomarão as negociações (...) às 09:00 [14:00 em Lisboa], para dar continuidade aos trabalhos em busca de um acordo", disse o Departamento de Estado à agência de notícias France-Presse.

Horas antes, o chefe da diplomacia dos Estados Unidos tinha dito que Líbano e Israel estão "muito perto" de uma declaração de intenções para uma trégua duradoura.

"Estamos muito perto de alcançar o nosso objetivo de chegar a uma declaração de intenções entre os dois países", declarou Marco Rubio aos jornalistas durante uma visita a Manama, no Bahrein, depois de considerar que o segundo dia de negociações foi "muito produtivo".
Hezbollah exige retirada "incondicional" de Israel do Líbano
O líder do Hezbollah, Naim Qassem, exigiu a retirada “incondicional” das forças israelitas do seu país e classificou o acordo entre Teerão e Washington, que levou a uma trégua no Líbano, como uma “classificação de derrota”.

"Eles queriam uma grande guerra para nos eliminar. Conseguimos travar esta agressão e alcançar uma grande vitória", disse Naim Qassem num discurso televisivo que assinalou a Ashura, um dia de luto pela morte do imã Hussein Ibn Ali, figura central do Islão xiita.

Qassem destacou o que considerou ser firmeza do Irão em garantir um acordo "que é uma declaração oficial da derrota da América (Estados Unidos) e de Israel".


Neste sentido, disse, o líder da milícia xiita libanesa Hezbollah (Partido de Deus) disse que Israel não tem outra escolha senão retirar-se completamente do Líbano. "Israel deve sair incondicionalmente", acrescentou.

O Hezbollah reiterou a oposição às negociações diretas, afirmando, em comunicado, que "nada acontecerá no Líbano sem que se chegue a um entendimento" com o movimento e sustentando que qualquer acordo futuro não poderá avançar enquanto persistirem alegadas violações israelitas do atual cessar-fogo.

O chefe da diplomacia dos Estados Unidos disse na quinta-feira que é o Governo libanês, e não o grupo xiita Hezbollah, que detém "o direito soberano de defender os interesses e falar em nome do povo libanês", por dispor de "líderes democraticamente eleitos".

c/agências
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