Irão. EUA lançam alerta global a norte-americanos e Emirados apelam a fim da escalada
Os EUA emitiram hoje um alerta global aos seus cidadãos devido à elevada tensão no Médio Oriente, tendo lançado novos ataques contra o Irão, e os Emirados Árabes Unidos apelaram a um cessar imediato da escalada bélica.
"Devido à elevada tensão no Médio Oriente, a situação de segurança continua a ser complexa, com a potencialidade de uma escalada imprevista", indicou o Departamento de Estado norte-americano, num comunicado oficial.
Os EUA alertam os norte-americanos que se encontrem na região do Médio Oriente que "é necessária cautela" e pede-lhes que estejam atentos às notícias para possíveis "mudanças drásticas". Alertam ainda para eventuais encerramentos de espaços aéreos e cancelamentos de voos.
Washington recorda que as sedes diplomáticas do país foram atacadas.
"Grupos simpatizantes do Irão poderiam atacar outros interesses dos Estados Unidos no estrangeiro ou locais vinculados aos Estados Unidos e/ou a norte-americanos em todo o mundo", advertiu o departamento.
Na última semana, as hostilidades entre os EUA e o Irão foram retomadas, apesar do cessar-fogo acordado no conhecido Memorando de Islamabad, um acordo-quadro preliminar de negociações assinado por ambos os países no passado dia 17 de junho.
Entretanto, os EUA dizem estar a lançar novos ataques aéreos contra o Irão para "punir rapidamente" a Guarda Revolucionária após ataque mortal contra tropas norte-americanas.
Por sua vez, o Governo dos Emirados Árabes Unidos fez um apelo ao "cessar imediato da escalada" bélica após os ataques dos EUA nos últimos dias ao Irão, que parecem dinamitar qualquer processo de negociação.
Pedem "que não se deem passos que possam agravar as tensões e a instabilidade na região" e "a máxima contenção para evitar graves repercussões e que a região caia em novos níveis de violência e instabilidade", segundo a agência de notícias oficial emirati, WAM.
Os Emirados defendem o fim de "todas as hostilidades" e o "regresso à mesa de negociações" para alcançar uma navegação "livre, segura e contínua" através do estratégico Estreito de Ormuz, por ser "vital" para a economia global.
No comunicado, censuram ainda os ataques contra infraestruturas civis tais como escolas, universidades, hospitais, centrais de dessalinização, a rede elétrica, os transportes e as zonas residenciais, por se tratar de uma "grave e flagrante violação dos princípios do direito internacional" que "não se pode aceitar nem justificar sob circunstância alguma".