Israel lançou seis ataques contra Vale do Bekaa no leste do Líbano
Israel realizou pelo menos seis ataques aéreos na madrugada de sexta-feira contra o Vale do Bekaa, no leste do Líbano, uma região que praticamente não tinha sido atacada desde que o cessar-fogo entre os dois países.
Cinco dos ataques atingiram os arredores da cidade de Brital, enquanto um sexto teve como alvo uma zona montanhosa no distrito de Baalbek, indicou a Agência Nacional de Notícias Libanesa (NNA).
Quase ao mesmo tempo, os aviões de guerra israelitas também sobrevoaram Beirute, onde se ouviu o estrondo dos seus aviões em várias partes da cidade.
A capital não era atacada desde a implementação da trégua em meados de abril, embora tenha havido um ataque nos seus subúrbios do sul, conhecido como Dahye, que o Estado judaico alegou ter como alvo um comandante da unidade de elite do grupo xiita libanês Hezbollah, movimento pró-Irão.
Entretanto, o Vale do Bekaa registou apenas alguns ataques durante este período, o mais recente dos quais na passada segunda-feira contra um alegado líder do movimento Jihad Islâmica Palestiniana (JIP) e a sua filha adolescente, ambos mortos no bombardeamento.
Também hoje, dez pessoas, incluindo seis socorristas e uma menina, morreram em ataques israelitas no sul do Líbano, anunciou o Ministério da Saúde libanês.
"Um ataque na aldeia de Deir Qanoune al-Nahr, na região de Tiro", matou seis pessoas, incluindo dois socorristas afiliados ao movimento xiita Amal, aliado do Hezbollah, bem como uma menina síria, segundo as autoridades.
Um dos socorristas mortos trabalhava como fotógrafo independente.
O Exército israelita também anunciou no início do dia ter matado dois homens num ataque no sul do Líbano, perto da sua fronteira.
As duas vítimas mortais eram "indivíduos armados que se deslocavam de forma suspeita a algumas centenas de metros do território israelita", afirmou o exército no Telegram.
O movimento pró iraniano, por seu lado, anunciou ter atacado tropas e posições israelitas em território libanês e perto da fronteira no norte de Israel.
O Hezbollah continua firme "na sua luta contra a ocupação e a agressão criminosa de que o nosso país é vítima", comentou Mohammad Raad, chefe do grupo parlamentar do Hezbollah, numa mensagem dirigida ao seu movimento.
Os ataques israelitas já custaram a vida a 3.111 pessoas no Líbano desde o início das hostilidades em 02 de março, de acordo com os últimos números do Ministério da Saúde libanês. Por seu lado, Israel lamenta a morte de 22 dos seus militares.
O Líbano mergulhou na guerra no Médio Oriente a 02 de março, quando o Hezbollah lançou um ataque a Israel para vingar a morte do guia supremo iraniano Ali Khamenei.