Israel libertou e enviou para Gaza 60 prisioneiros palestinianos
As autoridades israelitas libertaram hoje 60 palestinianos detidos na Faixa de Gaza, o maior grupo de habitantes do enclave libertado desde o acordo de troca de reféns em outubro passado, informou o Comité Internacional da Cruz Vermelha (CICV).
"O CICV facilitou a transferência de 60 detidos libertados hoje da passagem fronteiriça de Kerem Shalom (entre Israel e Gaza) para o Complexo Médico Nasser (sul da Faixa de Gaza)", refere a Cruz Vermelha em comunicado.
As equipas da organização, que desde 2023 já realizaram a transferência de mais de 2.500 detidos libertados desta forma, facilitaram também o "contacto e o reencontro" entre os detidos libertados e as suas famílias.
No comunicado, a CICV denuncia que as suas equipas não conseguem aceder aos detidos palestinianos em prisões israelitas "desde outubro de 2023", data dos ataques liderados pelo movimento armado islamita Hamas contra Israel, que desencadearam o atual conflito.
A organização reiterou ainda "a necessidade de ser informada sobre o destino e o paradeiro de todos os detidos e de ter acesso aos mesmos", para o que, afirma, mantém diálogo com as autoridades israelitas.
Nos últimos dois anos, e durante o mandato do ministro da Segurança Nacional, o político de direita radical Itamar Ben Gvir, deterioraram-se as condições em que os prisioneiros de segurança palestinianos são mantidos, com falta de assistência médica e de acesso a alimentos adequados.
Várias ONG de defesa dos direitos humanos, como a israelita B`Tselem, denunciaram abusos e maus-tratos generalizados em centros de detenção e prisões israelitas, com base em testemunhos de prisioneiros libertados, incluindo casos de violência sexual.