Kremlin apela à libertação imediata dos reféns
A Rússia apelou hoje ao grupo islamita Hamas que liberte imediatamente todos os reféns que mantém em seu poder, admitindo ainda que não houve progressos nas negociações, mas que estão a ser feitos esforços neste sentido.
"Todos os reféns devem ser libertados urgentemente, imediatamente. Esta é a nossa posição firme", disse o porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, na sua conferência de imprensa telefónica diária.
Peskov reiterou que, "desde sempre", a Rússia apelou ao Hamas para que libertasse todos os reféns.
"Estamos a utilizar todas as nossas possibilidades de contactos com ambos os lados do conflito, com todas as partes que têm alguma ligação com o conflito", afirmou Peskov, quando questionado sobre os esforços de Moscovo para garantir a libertação de cidadãos russos detidos pelo Hamas.
A Rússia - que mantém relações com o Hamas há anos e não considera o grupo islamita "terrorista", ao contrário dos Estados Unidos e da União Europeia (UE) - não sabe exatamente quantos cidadãos russos -- nomeadamente que possuem dupla nacionalidade, russa e israelita - foram raptados pelo grupo palestiniano.
"No momento, não conseguimos [libertar os reféns], mas continuaremos estes esforços", declarou Dmitri Peskov, porta-voz da Presidência russa, à imprensa.
"Estamos preocupados com os nossos compatriotas. Neste momento, não temos informações precisas sobre quando e como poderão ser libertados", acrescentou, especificando também que não sabe qual é "o número preciso" de reféns russos, recusando-se a mencionar quantos poderiam ser no total.
A diplomacia russa já havia relatado que pelo menos 20 cidadãos com dupla nacionalidade, russa e israelita, foram mortos e dois feitos reféns durante os ataques do Hamas.
Quatro reféns, dois norte-americanos e dois israelitas, foram libertados nos últimos dias pelo Hamas.
Cerca de 220 israelitas, estrangeiros ou pessoas com dupla nacionalidade, foram sequestrados por comandos do Hamas durante um ataque que deixou mais de 1.400 mortos, a maioria civis, realizado em solo israelita em 07 de outubro.
Desde então, o exército israelita tem bombardeado a Faixa de Gaza, controlada pelo movimento islamita palestiniano.
O Hamas declarou que mais de 5.000 pessoas foram mortas na Faixa de Gaza pelos ataques de Israel.