Mundo
Guerra no Médio Oriente
Marco Rubio. EUA não vai levantar sanções ao Irão para reabrir Ormuz
O secretário de Estado dos Estados Unidos garantiu, esta terça-feira, perante os congressistas norte-americanos, que trocar sanções por reabertura do Estreito de Ormuz, está fora de questão.
"Isso não foi discutido, isso não foi oferecido", disse Marco Rubio aos deputados norte-americanos, acrescentando que, qualquer alívio das sanções "está condicionado" à renúncia ao urânio enriquecido e a outros aspetos do programa nuclear.
Esta foi a primeira vez que o responsável pela diplomacia dos Estados
Unidos, compareceu perante as comissões da Câmara e do Senado.
A sua presença visava apresentar a proposta de orçamento anual do
Departamento de Estado. O frágil cessar-fogo entre Washington e Teerão,
atualmente em vigor, acabou por centrar as questões.
Ao explicar a estratégia norte-americana à Comissão de Relações Exteriores do Senado, o líder da diplomacia dos EUA disse que os iranianos "precisam de concordar em negociar limitações severas e a longo prazo,
e/ou o cancelamento das atividades de enriquecimento no seu país".
Compromisso sobre o nuclear
Marco Rubio disse que "a Fase 2 consiste em eles se comprometerem com negociações muito específicas sobre... o destino do urânio altamente enriquecido que ainda está enterrado algures no fundo de uma montanha", "Obviamente, estas são questões altamente técnicas, por isso não creio que seja possível resolvê-las em cinco dias. Isso exigiria que uma equipa de especialistas se reunisse por um período de 30, 60 ou 90 dias para definir os detalhes, mas precisam de se comprometer com esta disposição", disse Rubio.
Marco Rubio disse que "a Fase 2 consiste em eles se comprometerem com negociações muito específicas sobre... o destino do urânio altamente enriquecido que ainda está enterrado algures no fundo de uma montanha", "Obviamente, estas são questões altamente técnicas, por isso não creio que seja possível resolvê-las em cinco dias. Isso exigiria que uma equipa de especialistas se reunisse por um período de 30, 60 ou 90 dias para definir os detalhes, mas precisam de se comprometer com esta disposição", disse Rubio.
O secretário de Estado norte-americano, sublinhou nesse sentido que, as negociações em curso entre os EUA e o Irão, podem incluir "aspetos do programa nuclear que, há apenas um mês, há apenas um ano, se recusavam sequer a mencionar", sem contudo fornecer detalhes.
"Isto não garante que, no final do dia, se conclua um acordo aceitável", acrescentou Rubio, salvaguardando a criação de expetativas.
Durante o seu depoimento, Rubio revelou também que o líder supremo do Irão está vivo e "cada vez mais participativo" na gestão do país.
Mojtaba Khamenei é filho do antigo líder supremo, o ayatollah Ali Khamenei, que foi morto em ataques norte-americanos no início deste ano, nos quais Mojtaba terá ficado ferido.
Balanço da ofensivaMojtaba Khamenei é filho do antigo líder supremo, o ayatollah Ali Khamenei, que foi morto em ataques norte-americanos no início deste ano, nos quais Mojtaba terá ficado ferido.
Rubio, um defensor da guerra israelo-norte-americana que durou um mês entre março e abril, repetiu o discurso oficial da Administração Trump, de que a operação foi "altamente bem-sucedida".
"A Operação Fúria Épica, de que alguns de vós não gostaram, outros sim, foi altamente bem-sucedida em atingir os seus objectivos militares, que consistiam em reduzir drasticamente a base industrial de defesa do Irão", explicou Rubio aos congressistas. "Hoje, não existe nenhuma marinha iraniana. Já não existe. Está no fundo do oceano", disse, acrescentando que os bombardeamentos norte-americanos conseguiram também degradar severamente a capacidade iraniana de construir mísseis e drones
O secretário de Estado norte-americano afirmou também que a operação se referia às armas convencionais do Irão, por imperativo de destruir um escudo que Teerão usava para para impedir interferências no seu programa nuclear.
Aos deputados da Comissão de Negócios Estrangeiros do Senado, Marco Rubio disse Teerão está a tentar frustrar qualquer esforço em que Israel e o Líbano possam
trabalhar em conjunto e prolongar as negociações, para que, se um acordo
for alcançado em algum momento no futuro, possam reivindicar o mérito
de o terem forçado através da pressão".
"Estamos a tentar encarar as negociações entre o Líbano e Israel como separadas e distintas do Irão, e o que o Irão quer é misturar tudo", explicou Rubio.
O principal diplomata norte-americano observou que "há um governo no Líbano" com o qual os EUA vão negociar e que "o Hezbollah não é o seu igual em termos de com quem vamos negociar ou quem precisa de estar no comando".
Defendeu também que se mantém o desafio de "desmilitarizar e neutralizar o Hezbollah, ao mesmo tempo que se reforça o governo legítimo do Líbano".