Mundo
Guerra no Médio Oriente
Médio Oriente. Israel nega uso de munições reais contra flotilha
O Governo israelita negou hoje o uso de munições reais na interceção das embarcações da Flotilha Global Sumud que se dirigiam para a Faixa de Gaza e indicou que nenhum ativista ficou ferido nas abordagens militares.
“Em nenhum momento foram disparadas munições reais. Após vários avisos, foram utilizados meios não letais contra a embarcação – não contra os manifestantes – como forma de aviso. Nenhum manifestante ficou ferido durante o incidente”, declarou o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros israelita, Oren Marmorstein, na rede X, junto de uma foto de um veleiro e uma notícia sobre disparos contra dois barcos.
A mensagem do porta-voz da diplomacia israelita surge depois de a Flotilha Global Sumud ter hoje relatado que várias das suas embarcações foram alvejadas, alegadamente pelas forças israelitas, durante as operações de interceção, embora não tenha ficado esclarecido que tipo de munições foi utilizado.
“Foram claramente efetuados disparos contra o ‘Girolama’. Mais detalhes em breve”, afirmou a organização numa mensagem publicada nas redes sociais, acompanhada de um vídeo da embarcação a ser intercetada.
Segundo a plataforma da flotilha, pelo menos cinco embarcações foram alvejadas, algumas dos quais hoje e outras durante interceções no dia anterior, embora não tenham sido fornecidos mais detalhes sobre os incidentes.
Além disso, a organização publicou na sua conta em turco que uma lancha de patrulha israelita abalroou o veleiro “Sirius”, outra das embarcações que se dirigia para o enclave palestiniano.
"Uma embarcação da Marinha israelita tentou parar o ‘Sirius’, uma das nossas duas últimas embarcações. Depois de criar ondas artificiais, lançou água pressurizada e, em seguida, abalroou a popa", descreve a mensagem.
O ministro dos Negócios Estrangeiros de Itália, Antonio Tajani, pediu uma investigação urgente sobre "o uso da força pelas autoridades israelitas", depois de ativistas italianos terem relatado o uso de balas de borracha contra as embarcações, segundo um comunicado da diplomacia de Roma.
O Governo português convocou pelo seu lado na segunda-feira o embaixador israelita em Lisboa para protestar contra a detenção, "em violação do direito internacional", de dois médicos portugueses que integravam a flotilha Global Sumud.
O ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel, afirmou que o Governo está a acompanhar a situação através da embaixada em Telavive e dos serviços consulares.
As Forças Armadas de Israel concluíram hoje a interceção dos últimos barcos da flotilha humanitária, após dois dias de operações contra cerca de 50 embarcações que tentavam chegar à Faixa de Gaza com mais de 400 ativistas a bordo.
A última embarcação foi intercetada por volta das 14:30 (hora de Lisboa), quando uma lancha de patrulha militar israelita se aproximou do veleiro “Sirius”.
Os ativistas deverão ser transferidos para um porto israelita, provavelmente Ashdod, no sul do país, para ser iniciado o processo de repatriamento.
O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, elogiou na segunda-feira o "trabalho excecional" da Marinha na interceção de embarcações, apontando que o seu objetivo era quebrar o isolamento dos "terroristas do Hamas", o grupo islamita palestiniano que atacou Israel em 2023, desencadeando a guerra na Faixa de Gaza.
Um cessar-fogo entrou em vigor em outubro do ano passado, ao abrigo de um plano dos Estados Unidos apoiado pelos outros países mediadores e pela ONU, mas desde então Israel e Hamas acusam-se mutuamente de sucessivas violações do entendimento, enquanto organizações humanitárias acusam as autoridades israelitas de continuarem a impor restrições à entrada de ajuda no território.
A guerra foi desencadeada pelos ataques liderados pelo Hamas em 07 de outubro de 2023 no sul de Israel, nos quais morreram cerca de 1.200 pessoas e 251 foram feitas reféns.
Em retaliação, Israel lançou uma operação militar em grande escala no enclave, que provocou mais de 72 mil mortos, segundo as autoridades locais controladas pelos islamitas palestinianos, um desastre humanitário, a destruição de quase todas as infraestruturas do território e a deslocação de centenas de milhares de pessoas.
A mensagem do porta-voz da diplomacia israelita surge depois de a Flotilha Global Sumud ter hoje relatado que várias das suas embarcações foram alvejadas, alegadamente pelas forças israelitas, durante as operações de interceção, embora não tenha ficado esclarecido que tipo de munições foi utilizado.
“Foram claramente efetuados disparos contra o ‘Girolama’. Mais detalhes em breve”, afirmou a organização numa mensagem publicada nas redes sociais, acompanhada de um vídeo da embarcação a ser intercetada.
Segundo a plataforma da flotilha, pelo menos cinco embarcações foram alvejadas, algumas dos quais hoje e outras durante interceções no dia anterior, embora não tenham sido fornecidos mais detalhes sobre os incidentes.
Além disso, a organização publicou na sua conta em turco que uma lancha de patrulha israelita abalroou o veleiro “Sirius”, outra das embarcações que se dirigia para o enclave palestiniano.
"Uma embarcação da Marinha israelita tentou parar o ‘Sirius’, uma das nossas duas últimas embarcações. Depois de criar ondas artificiais, lançou água pressurizada e, em seguida, abalroou a popa", descreve a mensagem.
O ministro dos Negócios Estrangeiros de Itália, Antonio Tajani, pediu uma investigação urgente sobre "o uso da força pelas autoridades israelitas", depois de ativistas italianos terem relatado o uso de balas de borracha contra as embarcações, segundo um comunicado da diplomacia de Roma.
O Governo português convocou pelo seu lado na segunda-feira o embaixador israelita em Lisboa para protestar contra a detenção, "em violação do direito internacional", de dois médicos portugueses que integravam a flotilha Global Sumud.
O ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel, afirmou que o Governo está a acompanhar a situação através da embaixada em Telavive e dos serviços consulares.
As Forças Armadas de Israel concluíram hoje a interceção dos últimos barcos da flotilha humanitária, após dois dias de operações contra cerca de 50 embarcações que tentavam chegar à Faixa de Gaza com mais de 400 ativistas a bordo.
A última embarcação foi intercetada por volta das 14:30 (hora de Lisboa), quando uma lancha de patrulha militar israelita se aproximou do veleiro “Sirius”.
Os ativistas deverão ser transferidos para um porto israelita, provavelmente Ashdod, no sul do país, para ser iniciado o processo de repatriamento.
O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, elogiou na segunda-feira o "trabalho excecional" da Marinha na interceção de embarcações, apontando que o seu objetivo era quebrar o isolamento dos "terroristas do Hamas", o grupo islamita palestiniano que atacou Israel em 2023, desencadeando a guerra na Faixa de Gaza.
Um cessar-fogo entrou em vigor em outubro do ano passado, ao abrigo de um plano dos Estados Unidos apoiado pelos outros países mediadores e pela ONU, mas desde então Israel e Hamas acusam-se mutuamente de sucessivas violações do entendimento, enquanto organizações humanitárias acusam as autoridades israelitas de continuarem a impor restrições à entrada de ajuda no território.
A guerra foi desencadeada pelos ataques liderados pelo Hamas em 07 de outubro de 2023 no sul de Israel, nos quais morreram cerca de 1.200 pessoas e 251 foram feitas reféns.
Em retaliação, Israel lançou uma operação militar em grande escala no enclave, que provocou mais de 72 mil mortos, segundo as autoridades locais controladas pelos islamitas palestinianos, um desastre humanitário, a destruição de quase todas as infraestruturas do território e a deslocação de centenas de milhares de pessoas.