Onze mortos incluindo um socorrista em ataques israelitas no sul do Líbano
Ataques israelitas em três localidades na região de Tiro, no sul do Líbano, causaram sexta-feira a morte de onze pessoas, incluindo um socorrista e um cidadão sírio, anunciou o Ministério da Saúde do país.
Estes ataques também deixaram oito feridos, incluindo outro socorrista, segundo o ministério, que denuncia "uma violação flagrante do direito humanitário", apesar de um cessar-fogo supostamente em vigor desde 17 de abril com Israel, que afirma visar o Hezbollah pró iraniano.
Com o óbito registado hoje aumnetou para pelo menos 121 o número de socorristas mortos desde o início da guerra, a 02 de março.
O Primeiro-Ministro israelita, Benjamin Netanyahu, afirmou hoje que o seu exército tinha avançado ainda mais no interior do Líbano paralelamente aos seus ataques intensivos, no momento em que os dois países iniciam em Washington negociações militares inéditas.
Israel ordenou a retirada das populações de aldeias e continuou os seus ataques a mais de 30 localidades no sul, algumas próximas da cidade milenar de Tiro, alegando visar o Hezbollah pró Irão.
O Hezbollah, por sua vez, reivindicou uma nova série de ataques contra alvos militares no norte de Israel, perto da fronteira com o Líbano, paralelamente à reunião em Washington.
Numa série de comunicados, o movimento islamista afirmou ter atacado com drones ajuntamentos de militares perto de uma localidade no norte de Israel, outro num campo militar na Galileia, bem como um quartel.
Também disse ter atacado tropas israelitas que tentam avançar na região da fortaleza medieval de Beaufort, perto da cidade de Nabatiyé.
Os ataques israelitas no sul do Líbano colocam em "grave perigo" importantes sítios arqueológicos, incluindo as ruínas de Tiro e a fortaleza medieval de Beaufort, alertou hoje o ministro da Cultura líbio, Ghassan Salamé.