Mundo
Guerra na Ucrânia
Pentágono pondera desviar ajuda militar da Ucrânia para o Médio Oriente
O Pentágono está a avaliar a possibilidade de redirecionar armas que estavam destinadas à Ucrânia para o Médio Oriente, avança o Washington Post esta quinta-feira, citando três fontes familiarizadas com o assunto.
De acordo com o jornal, as armas que poderão ser redirecionadas incluem mísseis intercetores de defesa aérea adquiridos através de uma iniciativa da NATO lançada no ano passado, na qual os países parceiros compram armas norte-americanas para Kiev.
Embora ainda não tenha sido tomada uma decisão, a ideia está a ser ponderada numa altura em que se intensificam as operações dos EUA na região e em que Washington está a esgotar algumas das munições mais críticas das forças armadas americanas.
Os EUA já tinham cortado a maior parte da assistência à Ucrânia. Em julho de 2025, o presidente Donald Trump anunciou um acordo segundo o qual os EUA passariam a enviar armas para a NATO e a própria NATO pagaria a 100% essas armas, que depois seriam entregues à Ucrânia.
No entanto, desde o início da guerra dos EUA e Israel contra o Irão, a 28 de fevereiro, as principais nações europeias têm-se mostrado preocupadas com o rápido esgotamento das munições de Washington, o que poderia interromper as entregas destes materiais à Ucrânia.
“Eles estão a consumir munições de forma muito rápida, então agora há dúvidas sobre o quanto eles continuarão a fornecer por meio do acordo”, disse um diplomata europeu ao Washington Post.
Entre as munições mais requisitadas para a guerra estão os intercetores de defesa aérea de alta tecnologia, incluindo os sistemas Patriot e THAAD. Estes recursos são também os mais cobiçados pela Ucrânia, que continua a ser alvo de vários ataques russos contra as suas cidades e infraestruturas.
Pentágono tenta aumentar produção de munições
Após a guerra no Irão, o Pentágono procurou aumentar rapidamente a produção de munições essenciais, mas enfrenta limitações devido à restrita capacidade da indústria de defesa americana de expandir a sua produção em momentos de crise. O Pentágono está a pedir 200 mil milhões de dólares adicionais para financiar a guerra no Irão.
Na quarta-feira, o Departamento de Defesa dos EUA anunciou acordos com empresas contratadas para aumentar a produção de mísseis. O Pentágono anunciou também um aumento de quatro vezes na produção de um componente-chave para o THAAD, um sistema antimíssil do exército dos EUA considerado um dos mais avançados do mundo e que tem sido amplamente utilizado nas últimas semanas no Médio Oriente.
Apesar disto, um porta-voz do Pentágono disse ao Washington Post que o Departamento de Defesa "vai garantir que as forças norte-americanas e as dos nossos aliados e parceiros têm o que precisam para lutar e vencer", mas recusou fazer mais comentários sobre o assunto.
Questionados pela Reuters, o Pentágono, o Departamento de Estado norte-americano e a NATO não responderam de imediato aos pedidos de comentários.
A embaixadora da Ucrânia nos Estados Unidos, Olga Stefanishyna, afirmou em comunicado que Kiev estava a manter os seus parceiros informados sobre as suas necessidades, inclusive em relação à defesa aérea, mas compreendia o “período de considerável incerteza”.
“Quaisquer interrupções ocorridas no início das operações recentes no Médio Oriente foram atenuadas”, garantiu Stefanishyna.
Também esta quinta-feira, o Kremlin desmentiu um artigo do Financial Times que afirmava que a Rússia estava prestes a concluir a entrega de drones ao Irão.
Moscovo não anunciou oficialmente qualquer ajuda concreta ao Irão desde o início do conflito, para além do envio de ajuda humanitária. Mas vários órgãos de comunicação social norte-americanos afirmaram que Moscovo partilhou informações de inteligência militar com Teerão para facilitar os seus ataques no Médio Oriente.
Embora ainda não tenha sido tomada uma decisão, a ideia está a ser ponderada numa altura em que se intensificam as operações dos EUA na região e em que Washington está a esgotar algumas das munições mais críticas das forças armadas americanas.
Os EUA já tinham cortado a maior parte da assistência à Ucrânia. Em julho de 2025, o presidente Donald Trump anunciou um acordo segundo o qual os EUA passariam a enviar armas para a NATO e a própria NATO pagaria a 100% essas armas, que depois seriam entregues à Ucrânia.
No entanto, desde o início da guerra dos EUA e Israel contra o Irão, a 28 de fevereiro, as principais nações europeias têm-se mostrado preocupadas com o rápido esgotamento das munições de Washington, o que poderia interromper as entregas destes materiais à Ucrânia.
“Eles estão a consumir munições de forma muito rápida, então agora há dúvidas sobre o quanto eles continuarão a fornecer por meio do acordo”, disse um diplomata europeu ao Washington Post.
Entre as munições mais requisitadas para a guerra estão os intercetores de defesa aérea de alta tecnologia, incluindo os sistemas Patriot e THAAD. Estes recursos são também os mais cobiçados pela Ucrânia, que continua a ser alvo de vários ataques russos contra as suas cidades e infraestruturas.
Pentágono tenta aumentar produção de munições
Após a guerra no Irão, o Pentágono procurou aumentar rapidamente a produção de munições essenciais, mas enfrenta limitações devido à restrita capacidade da indústria de defesa americana de expandir a sua produção em momentos de crise. O Pentágono está a pedir 200 mil milhões de dólares adicionais para financiar a guerra no Irão.
Na quarta-feira, o Departamento de Defesa dos EUA anunciou acordos com empresas contratadas para aumentar a produção de mísseis. O Pentágono anunciou também um aumento de quatro vezes na produção de um componente-chave para o THAAD, um sistema antimíssil do exército dos EUA considerado um dos mais avançados do mundo e que tem sido amplamente utilizado nas últimas semanas no Médio Oriente.
Apesar disto, um porta-voz do Pentágono disse ao Washington Post que o Departamento de Defesa "vai garantir que as forças norte-americanas e as dos nossos aliados e parceiros têm o que precisam para lutar e vencer", mas recusou fazer mais comentários sobre o assunto.
Questionados pela Reuters, o Pentágono, o Departamento de Estado norte-americano e a NATO não responderam de imediato aos pedidos de comentários.
A embaixadora da Ucrânia nos Estados Unidos, Olga Stefanishyna, afirmou em comunicado que Kiev estava a manter os seus parceiros informados sobre as suas necessidades, inclusive em relação à defesa aérea, mas compreendia o “período de considerável incerteza”.
“Quaisquer interrupções ocorridas no início das operações recentes no Médio Oriente foram atenuadas”, garantiu Stefanishyna.
Também esta quinta-feira, o Kremlin desmentiu um artigo do Financial Times que afirmava que a Rússia estava prestes a concluir a entrega de drones ao Irão.
Moscovo não anunciou oficialmente qualquer ajuda concreta ao Irão desde o início do conflito, para além do envio de ajuda humanitária. Mas vários órgãos de comunicação social norte-americanos afirmaram que Moscovo partilhou informações de inteligência militar com Teerão para facilitar os seus ataques no Médio Oriente.