Mundo
Guerra no Médio Oriente
Plano de 15 pontos dos EUA deve incluir programa nuclear iraniano e rotas marítimas
O plano foi apresentado ao Irão por intermediários do Paquistão, que se ofereceu para acolher novas negociações. Teerão veio já descartar qualquer hipótese de conciliação com Washington.
Numa altura em que os Estados Unidos se preparam para enviar mais soldados para o Médio Oriente, a Administração Trump apresentou ao Irão um plano de cessar-fogo de 15 pontos. Segundo fontes ouvidas pelo New York Times, o plano aborda os programas de mísseis balísticos e nucleares do Irão, assim como as rotas marítimas do Golfo Pérsico.
Na noite de terça-feira, a imprensa israelita revelou mais detalhes sobre o plano, que alegadamente inclui o desmantelamento de todas as capacidades nucleares iranianas existentes e o compromisso de que o Irão nunca procurará obter uma arma nuclear.
Segundo o Canal 12 de Israel, o documento prevê ainda que deixe de haver produção de material nuclear para fins militares em solo iraniano e que todo o material enriquecido seja entregue à Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA) dentro de um prazo acordado entre as partes.
Além disso, as instalações nucleares iranianas de Natanz, Isfahan e Fordow seriam desativadas e destruídas e a AIEA teria acesso total a todas as informações relativas ao programa nuclear do Irão. Ainda segundo a imprensa israelita, o plano acrescenta que o Irão cessaria o financiamento, a direção e o armamento dos seus aliados na região.
Quanto ao Estreio de Ormuz, os Estados Unidos propõem que permaneça aberto e seja uma zona marítima livre. “Ninguém o bloqueará”, vinca o plano, de acordo com o Canal 12.
Já a decisão sobre o programa de mísseis do Irão seria tomada posteriormente, mas o alcance e número desses mísseis “teria de ser limitado”, sendo que Teerão apenas poderia utilizar este tipo de armamento “para fins de autodefesa” no futuro.
Em troca, todas as sanções contra o Irão seriam levantadas e o país receberia assistência no desenvolvimento de um projeto nuclear civil em Bushehr.Irão rejeita conversações com EUA
Esmaeil Baqaei, porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros do Irão, voltou esta quarta-feira a rejeitar a hipótese de futuras negociações entre os Washington e Teerão.
“Deixámos claro ontem que não há conversações nem negociações entre o Irão e os Estados Unidos”, afirmou o diplomata em declarações ao India Today.
“Tivemos uma experiência muito catastrófica com a diplomacia dos Estados Unidos”, referiu, acrescentando que o Irão foi atacado “duas vezes num intervalo de nove meses quando estava a decorrer um processo de negociação para resolver a questão nuclear”.
Na visão de Baqaei, o Irão não pode “confiar na diplomacia dos Estados Unidos”, até porque “está sob constante bombardeamento e ataques com mísseis por parte dos EUA e de Israel”.
Também Ebrahim Zolfaghari, porta-voz das Forças Armadas iranianas, ridicularizou os esforços dos EUA. “Não chamem ao vosso fracasso um acordo”, disse. “Os vossos conflitos internos chegaram ao ponto de estarem a negociar convosco próprios?”.
“A nossa primeira e última palavra têm sido a mesma desde o primeiro dia, e assim permanecerá: alguém como nós nunca chegará a um acordo com alguém como vocês. Nem agora, nem nunca”, assegurou.
c/ agências
Na noite de terça-feira, a imprensa israelita revelou mais detalhes sobre o plano, que alegadamente inclui o desmantelamento de todas as capacidades nucleares iranianas existentes e o compromisso de que o Irão nunca procurará obter uma arma nuclear.
Segundo o Canal 12 de Israel, o documento prevê ainda que deixe de haver produção de material nuclear para fins militares em solo iraniano e que todo o material enriquecido seja entregue à Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA) dentro de um prazo acordado entre as partes.
Além disso, as instalações nucleares iranianas de Natanz, Isfahan e Fordow seriam desativadas e destruídas e a AIEA teria acesso total a todas as informações relativas ao programa nuclear do Irão. Ainda segundo a imprensa israelita, o plano acrescenta que o Irão cessaria o financiamento, a direção e o armamento dos seus aliados na região.
Quanto ao Estreio de Ormuz, os Estados Unidos propõem que permaneça aberto e seja uma zona marítima livre. “Ninguém o bloqueará”, vinca o plano, de acordo com o Canal 12.
Já a decisão sobre o programa de mísseis do Irão seria tomada posteriormente, mas o alcance e número desses mísseis “teria de ser limitado”, sendo que Teerão apenas poderia utilizar este tipo de armamento “para fins de autodefesa” no futuro.
Em troca, todas as sanções contra o Irão seriam levantadas e o país receberia assistência no desenvolvimento de um projeto nuclear civil em Bushehr.Irão rejeita conversações com EUA
Esmaeil Baqaei, porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros do Irão, voltou esta quarta-feira a rejeitar a hipótese de futuras negociações entre os Washington e Teerão.
“Deixámos claro ontem que não há conversações nem negociações entre o Irão e os Estados Unidos”, afirmou o diplomata em declarações ao India Today.
“Tivemos uma experiência muito catastrófica com a diplomacia dos Estados Unidos”, referiu, acrescentando que o Irão foi atacado “duas vezes num intervalo de nove meses quando estava a decorrer um processo de negociação para resolver a questão nuclear”.
Na visão de Baqaei, o Irão não pode “confiar na diplomacia dos Estados Unidos”, até porque “está sob constante bombardeamento e ataques com mísseis por parte dos EUA e de Israel”.
Também Ebrahim Zolfaghari, porta-voz das Forças Armadas iranianas, ridicularizou os esforços dos EUA. “Não chamem ao vosso fracasso um acordo”, disse. “Os vossos conflitos internos chegaram ao ponto de estarem a negociar convosco próprios?”.
“A nossa primeira e última palavra têm sido a mesma desde o primeiro dia, e assim permanecerá: alguém como nós nunca chegará a um acordo com alguém como vocês. Nem agora, nem nunca”, assegurou.
c/ agências