PM de Timor-Leste admite cortar eletricidade entre 23: e as 06:00
O primeiro-ministro de Timor-Leste, Xanana Gusmão, admitiu hoje cortar o fornecimento de eletricidade no país durante o período da noite caso o conflito no Médio Oriente se prolongue.
"Informei o Presidente timorense de que, caso a situação de guerra no Médio Oriente se torne muito difícil, o Governo irá avisar que a eletricidade funcionará até às 23:00 e voltará a ser restabelecida às 05:00 da madrugada, para pouparmos", afirmou Xanana Gusmão.
O líder do Governo falava aos jornalistas após o encontro semanal com o Presidente timorense, José Ramos-Horta, no Palácio da Presidência.
O Governo de Timor-Leste aprovou quarta-feira, em reunião do Conselho de Ministros, uma despesa no valor de 168,8 milhões de dólares (145,9 milhões de euros) para garantir o fornecimento de combustível até ao final de 2026, devido ao conflito no Médio Oriente.
Segundo o comunicado do Conselho de Ministros, o ministro do Petróleo e Recursos Minerais, Francisco Monteiro, foi autorizado a abrir um procedimento de aprovisionamento por ajuste direto urgente para adquirir 80 milhões de litros de gasóleo no valor de 168,8 milhões de dólares.
"Esta decisão visa garantir a criação de uma reserva de segurança com autonomia até ao final do ano, tendo em conta a possibilidade de escassez de combustível devido ao prolongamento do conflito no Médio Oriente", refere o comunicado.
O Governo timorense tinha já aprovado, na semana passada, um diploma que estabelece limites máximos para o preço dos combustíveis no país.
Hoje, Xanana Gusmão informou Ramos-Horta sobre a decisão do Conselho de Ministros que autoriza uma empresa importadora de combustível timorense a adquirir de imediato 80 milhões de litros, para apoiar a EDTL - Eletricidade de Timor-Leste e também para venda ao público.
Xanana Gusmão apelou também para as pessoas reduzirem a circulação de veículos, incluindo as instituições públicas.
"Durante este fim de semana, andem a pé", concluiu.
Os Estados Unidos e Israel lançaram, a 28 de fevereiro, um ataque militar ao Irão, que justificaram com o alegado fracasso nas negociações para pôr fim ao enriquecimento de urânio no âmbito do programa nuclear da República Islâmica, que afirma destinar-se apenas a fins civis.
Em retaliação, o Irão encerrou o estreito de Ormuz e lançou ataques contra alvos em Israel, bases norte-americanas e infraestruturas civis em países da região, como Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Jordânia, Omã e Iraque.