Putin admite destinar ativos congelados nos EUA à reconstrução da Palestina
O Presidente russo admitiu na quarta-feira ceder ativos russos congelados nos Estados Unidos, avaliados em mil milhões de dólares (855,7 milhões de euros), para reconstruir a Palestina, após um acordo de paz com a Ucrânia.
"Os fundos restantes dos nossos ativos congelados nos Estados Unidos poderiam ser usados para reconstruir os territórios danificados durante os combates, após a assinatura de um tratado de paz entre a Rússia e a Ucrânia. Estamos a discutir essa possibilidade com representantes do Governo norte-americano", declarou Vladimir Putin numa reunião com o Conselho de Segurança.
O Presidente russo propôs que os fundos fossem enviados para o Conselho de Paz, uma iniciativa do Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que tem como objetivo garantir a paz na Palestina e para cuja organização Putin foi convidado, entre outros líderes internacionais.
"Mesmo antes de decidir sobre a nossa participação no Conselho de Paz e no seu trabalho, dada a relação especial da Rússia com o povo palestiniano, penso que poderíamos enviar mil milhões de dólares dos ativos russos congelados durante a anterior administração norte-americana para o Conselho de Paz", declarou o chefe de Estado.
Putin agradeceu o convite feito esta semana por Trump para integrar o organismo e deu instruções ao Ministério dos Negócios Estrangeiros russo para estudar a proposta e "consultar os seus parceiros estratégicos".
"Só então poderemos responder ao convite que nos foi feito", afirmou.
O líder russo também prevê discutir hoje questões relacionadas com o Conselho de Paz com o enviado de Trump, Steve Witkoff, que viaja para Moscovo na companhia de Yared Kushner, genro do Presidente dos Estados Unidos.
"Eles vêm a Moscovo para continuar o diálogo sobre o acordo na Ucrânia", acrescentou Putin, no que será o sétimo encontro pessoal entre os dois.
A delegação ucraniana realizou consultas no último fim de semana nos Estados Unidos e esta quarta-feira o enviado económico do Kremlin, Kiril Dmítriev, reuniu-se em Davos com Witkoff e Kushner.