Quatro palestinianos mortos em operação do exército na Cisjordânia
As forças israelitas mataram hoje quatro palestinianos em Jenin, na Cisjordânia, em confrontos que surgem no contexto da escalada das operações de Israel no território, disseram fontes médicas locais.
O diretor do Hospital do Governo de Jenin, Wisam Bakr, disse que as vítimas tinham ferimentos de bala em várias partes do corpo.
Pelo menos um dos mortos era membro das Brigadas dos Mártires de Al Aqsa, o braço armado do movimento Fatah, disseram fontes locais, citadas pela agência espanhola Europa Press.
Os confrontos provaram também 12 feridos do lado palestiniano, um dos quais estava em estado grave, segundo a agência palestiniana Wafa.
Testemunhas disseram à agência noticiosa que as forças israelitas invadiram a cidade a partir de várias frentes, com mais de 40 veículos militares, colocando francoatiradores nos edifícios, o que provocou violentos confrontos.
As mesmas fontes alegaram que as forças armadas israelitas tinham destruído ruas e infraestruturas, incluindo a principal fonte de abastecimento de água no campo de refugiados de Jenin.
As Brigadas al-Qassam em Jenin, o braço armado do movimento islamita Hamas, afirmaram que estavam envolvidas em confrontos armados com soldados israelitas que tinham entrado na cidade.
Mais de uma centena de pessoas foram mortas e 1.900 feridas em operações israelitas ou em ataques de colonos na Cisjordânia desde o início da guerra entre Israel e o Hamas.
A guerra foi desencadeada pelo ataque sem precedentes do Hamas em Israel em 07 de outubro, que provocou mais de 1.400 mortos, segundo as autoridades israelitas.
O Hamas também raptou duas centenas de israelitas e estrangeiros que mantém como reféns na Faixa de Gaza, território que controla desde 2007.
Na sequência do ataque do Hamas, Israel cortou o fornecimento de energia, água e combustível aos mais de dois milhões de residentes na Faixa de Gaza.
O exército israelita tem bombardeado constantemente o pequeno território de 365 quilómetros quadrados, com um balanço de mais de sete mil mortos, segundo o Hamas.
Durante a noite de hoje, os bombardeamentos israelitas mataram mais de duas dezenas de palestinianos na Faixa de Gaza, de acordo com o Hamas.
As autoridades de Gaza publicaram hoje uma lista com os nomes e dados pessoais de mais de 6.700 palestinianos mortos nos bombardeamentos.
O documento, publicado no `site` do Ministério da Saúde de Gaza, identifica 6.747 vítimas mortais.
"Este relatório enumera o número de mártires causados pela brutal agressão israelita contra a Faixa de Gaza", lê-se no documento.
O relatório não inclui pessoas que estarão ainda sob os escombros dos edifícios, "as que foram enterradas diretamente sem serem transferidas para os hospitais" e os casos em que os hospitais não terminaram os procedimentos de registo.
"Por conseguinte, o número de mártires é centenas de vezes superior ao número indicado neste relatório", disse o ministério controlado pelo Hamas.