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Sánchez exorta União Europeia a romper acordo de associação com Israel

Sánchez exorta União Europeia a romper acordo de associação com Israel

Na perspetiva do presidente do Governo espanhol, um Governo “que viola o Direito Internacional” não reúne condições para “ser parceiro da União Europeia”.

Carlos Santos Neves - RTP /
Quique Garcia - EPA

O presidente do Governo espanhol, Pedro Sánchez, anunciou este domingo que o seu país vai defender junto da União Europeia, nos próximos dias, a denúncia do acordo de associação com Israel. Telavive já reagiu, acusando Madrid de “antissemitismo”.

“Esta terça-feira, o Governo espanhol apresentará uma proposta à Europa para que a União Europeia rompa seu acordo de associação com Israel", indicou Sánchez.

O governante espanhol, que intervinha num comício eleitoral na Andaluzia, argumentou, referindo-se ao Executivo de Benjamin Netanyahu, que um Governo “que viola o Direito Internacional” não pode “ser parceiro da União Europeia”.“É assim simples”, completou o chefe do Governo espanhol e líder do PSOE.

“Antissemitismo”. Foi este o termo empregue, uma vez mais, por Telavive na resposta a estas declarações do presidente do Governo espanhol.

No X, o ministro israelita dos Negócios Estrangeiros, Gideon Saar, acusou Pedro Sánchez de “hipocrisia”: “Não aceitaremos uma interpretação hipócrita de alguém que forja relações com regimes totalitários que violam os Direitos Humanos, como a Turquia de Erdogan e a Venezuela de Maduro”.


“Um governo”, prosseguiu o chefe da diplomacia do Estado hebraico, “que recebe agradecimentos do brutal regime iraniano e de organizações terroristas e que tem trabalhado para disseminar o antissemitismo”.
Cláusula sobre Direitos Humanos

O acordo de associação entre a União Europeia e Israel, em vigor desde 2000, inclui precisamente uma cláusula que condiciona a relação ao respeito pelos Direitos Humanos.

Madrid pôs em causa a viabilidade do acordo, pela primeira vez, em fevereiro de 2024. Pedro Sánchez e o então primeiro-ministro irlandês enviaram uma carta conjunta à Comissão Europeia.O documento pedia uma avaliação do cumprimento das obrigações de Israel em matéria de Direitos Humanos após o início da ofensiva na Faixa de Gaza.


Na passada sexta-feira, Irlanda, Eslovénia e Espanha enviaram uma carta à Comissão Europeia a solicitar que "o acordo de associação UE-Israel seja examinado na próxima reunião do Conselho de Negócios Estrangeiros".

c/ agências
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