Teerão deixa passar mais navios pelo estreito de Ormuz anuncia TV estatal
O Irão autorizou a passagem de mais navios pelo estreito de Ormuz, que estava quase totalmente paralisado por Teerão desde o início da guerra no Médio Oriente, anunciou hoje a televisão estatal iraniana.
A estação televisiva já tinha relatado na quinta-feira que mais de 30 navios foram autorizados a transitar pelo estreito nas últimas 24 horas, enquanto a agência de notícias Tasnim indicava a autorização de passagem para "vários navios chineses".
"Mais navios podem agora passar pelo estreito de Ormuz com a coordenação das forças navais do Corpo dos Guardas da Revolução Islâmica", afirmou um jornalista da televisão estatal a partir da cidade portuária de Bandar Abbas, no sul do país.
A medida "indica que muitos países aceitaram os novos protocolos jurídicos que o Irão e as forças navais dos Guardas da Revolução estabeleceram no estreito de Ormuz", acrescentou o repórter, citado pela agência de notícias France-Presse (AFP).
O parlamento iraniano tem estado a analisar propostas para reforçar o controlo sobre a passagem marítima estratégica do golfo Pérsico.
O vice-presidente do parlamento, Hamidreza Hajibabaei, anunciou em 23 de abril que Teerão já tinha recebido as primeiras receitas provenientes das taxas de passagem no estreito.
Por esta rota marítima transita habitualmente um quinto dos hidrocarbonetos consumidos a nível mundial.
O controlo do estreito pelo Irão continua a ser um dos principais pontos de discórdia nas negociações com os Estados Unidos para pôr fim à guerra.
Os contactos diplomáticos não conseguiram, até ao momento, tornar duradouro o frágil cessar-fogo em vigor desde 08 de abril.
Em resposta ao bloqueio quase total imposto pelo Irão na região, os Estados Unidos mantêm um bloqueio aos portos iranianos.
A guerra começou em 28 de fevereiro, quando os Estados Unidos e Israel atacaram conjuntamente o Irão, que respondeu com ataques aos países vizinhos e o bloqueio do estreito.
O conflito causou milhares de mortos, maioritariamente no Irão e no Líbano.