Economia
Guerra no Médio Oriente
Teletrabalho ou abrandar na estrada. AIE sugere medidas para reduzir consumo de energia
A Agência Internacional de Energia apresentou um conjunto de medidas que governos, empresas e famílias podem adotar para atenuar os impactos económicos da guerra nos consumidores.
Com os preços da energia a aumentar sucessivamente devido ao conflito no Médio Oriente, a Agência Internacional de Energia (AIE) sugeriu esta sexta-feira dez medidas para reduzir o consumo de energia a nível mundial. Entre as recomendações está a redução dos limites de velocidade nas estradas, o teletrabalho ou o uso de equipamentos elétricos na cozinha.
A guerra “desencadeou a maior perturbação do abastecimento na história do mercado global de petróleo”, com o tráfego marítimo através do Estreito de Ormuz “reduzido a um fio”, refere a AIE.
Para aliviar a pressão dos preços do petróleo sobre os consumidores, “decorrentes das perturbações nos mercados petrolíferos”, esta agência sugere dez ações imediatas que reduzem a procura.
“Na qualidade de autoridade mundial em matéria de energia, a AIE está a fazer tudo o que está ao seu alcance para apoiar a estabilidade dos mercados energéticos”, afirmou o diretor executivo da AIE, Fatih Birol.
O responsável lembrou que a agência lançou recentemente “a maior libertação de sempre das reservas de emergência de petróleo” e garantiu que continua em contacto com os principais governos de todo o mundo, “incluindo os principais produtores e consumidores de energia, no âmbito da nossa diplomacia energética internacional”.
“Além disso, o relatório de hoje apresenta um conjunto de medidas imediatas e concretas que podem ser tomadas do lado da procura por governos, empresas e famílias para proteger os consumidores dos impactos desta crise”, acrescentou, destacando as “décadas de experiência da AIE”.
A guerra “desencadeou a maior perturbação do abastecimento na história do mercado global de petróleo”, com o tráfego marítimo através do Estreito de Ormuz “reduzido a um fio”, refere a AIE.
Para aliviar a pressão dos preços do petróleo sobre os consumidores, “decorrentes das perturbações nos mercados petrolíferos”, esta agência sugere dez ações imediatas que reduzem a procura.
- Trabalhar a partir de casa sempre que possível, já que o teletrabalho “substitui o consumo de petróleo nas deslocações diárias”;
- Reduzir os limites de velocidade nas autoestradas em, pelo menos, dez quilómetros por hora, uma vez que “velocidades mais baixas reduzem o consumo de combustível em automóveis de passageiros, carrinhas e camiões”;
- Incentivar os transportes públicos, pois “a transição dos automóveis particulares para autocarros e comboios pode reduzir rapidamente a procura de petróleo”;
- Alternar o acesso dos automóveis particulares às estradas nas grandes cidades em dias diferentes. “Os esquemas de rotação de matrículas podem reduzir o congestionamento e a condução com elevado consumo de combustível”, explica a AIE;
- Recorrer a boleias para aumentar o número de passageiros por veículo e adotar práticas de condução eficientes e ecológicas;
- Condução eficiente para veículos comerciais rodoviários e entrega de mercadorias. “Melhores práticas de condução, manutenção dos veículos e otimização da carga podem reduzir o consumo de gasóleo”, explica a AIE;
- Desviar a utilização de GPL dos transportes, pois “a transição de veículos bicombustíveis e convertidos do GPL para a gasolina pode preservar o GPL para cozinhar e outras necessidades essenciais”;
- Evitar viagens aéreas quando existirem opções alternativas;
- Sempre que possível, mudar para outras soluções modernas de cozinha, nomeadamente usando equipamentos elétricos em vez de equipamentos a gás;
- Aproveitar a flexibilidade das matérias-primas petroquímicas e implementar medidas de eficiência e manutenção a curto prazo. “A indústria pode ajudar a libertar GPL para utilizações essenciais, reduzindo simultaneamente o consumo de petróleo através de melhorias operacionais rápidas”, refere a agência.
“Na qualidade de autoridade mundial em matéria de energia, a AIE está a fazer tudo o que está ao seu alcance para apoiar a estabilidade dos mercados energéticos”, afirmou o diretor executivo da AIE, Fatih Birol.
O responsável lembrou que a agência lançou recentemente “a maior libertação de sempre das reservas de emergência de petróleo” e garantiu que continua em contacto com os principais governos de todo o mundo, “incluindo os principais produtores e consumidores de energia, no âmbito da nossa diplomacia energética internacional”.
“Além disso, o relatório de hoje apresenta um conjunto de medidas imediatas e concretas que podem ser tomadas do lado da procura por governos, empresas e famílias para proteger os consumidores dos impactos desta crise”, acrescentou, destacando as “décadas de experiência da AIE”.