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UE disponível para "facilitar regresso à mesa das negociações" e reduzir tensões

UE disponível para "facilitar regresso à mesa das negociações" e reduzir tensões

A União Europeia manifestou-se hoje disponível para contribuir para "reduzir as tensões e facilitar o regresso à mesa de negociações", salientando que a diplomacia é a única solução viável para pôr fim à guerra no Irão.

Lusa /

"A União Europeia (UE) é um parceiro de longa data e fiável para a região nestes momentos difíceis e está pronta para contribuir de todas as formas possíveis para ajudar a reduzir a tensão e facilitar o regresso à mesa das negociações", lê-se numa declaração conjunta assinada pelos presidentes do Conselho Europeu, António Costa, e da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, após uma reunião por videoconferência com representantes de 13 países do Médio Oriente.

Costa e Von der Leyen dizem "acreditar firmemente" que "o diálogo e a diplomacia são a única via viável para avançar", apesar de reconhecerem que a "ordem internacional baseada em regras está sob pressão".

Numa declaração em que não se referem aos ataques dos Estados Unidos ou de Israel, mas em que condenam "nos termos mais fortes" os "ataques indiscriminados do Irão" no Médio Oriente, Costa e Von der Leyen pedem que se respeite o direito internacional.

"Os presidentes reafirmaram o seu compromisso com a estabilidade regional e apelaram à proteção dos civis e ao respeito total do direito internacional, da lei internacional humanitária e à obrigação de cumprir os princípios da Carta das Nações Unidas", lê-se.

Os dois líderes recordam ainda que a UE pediu reiteradamente às autoridades iranianas para "porem fim ao seu programa nuclear e restringir o seu programa de mísseis balísticos" e condenou a "repressão inaceitável e a violência perpetrada pelo regime iraniano contra os seus próprios cidadãos".

Costa e Von der Leyen manifestam particular preocupação com o alastrar da guerra para o Líbano, frisando que está a "provocar deslocações a larga escala" e pedindo respeito pela soberania e integridade territorial do país, numa alusão aos bombardeamentos e operações terrestres de Israel.

"Neste contexto, a presidente Von der Leyen anunciou a mobilização de reservas do [pacote de ajuda humanitária urgente] ReliefEU para apoiar cerca de 130.000 pessoas no Líbano, com um primeiro voo previsto já amanhã [terça-feira]", lê-se.

Na declaração, os dois líderes agradecem ainda aos 13 países do Médio Oriente pela sua "assistência e apoio na repatriação de dezenas de milhares de cidadãos europeus que estavam retidos" na região quando começou a guerra no Irão.

"A UE trabalhará com os países da região para restabelecer a paz e a estabilidade no Médio Oriente e na região do Golfo, reafirmando o seu compromisso duradouro com a parceria, a segurança e a prosperidade na região", referem.

Um total de 13 países do Médio Oriente participaram hoje numa reunião por videoconferência promovida pelos presidentes do Conselho Europeu, António Costa, e da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, e que contou também com a participação da chefe da diplomacia da UE, Kaja Kallas.

Representantes da Jordânia, Egito, Bahrein, Líbano, Síria, Turquia, Arménia, Iraque, Qatar, Kuwait, Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita e Omã debateram com os líderes europeus o conflito lançado pelos Estados Unidos e Israel no Irão, que ripostou contra outros países da região, disse uma porta-voz do presidente do Conselho Europeu.

A ofensiva dos Estados Unidos e de Israel contra o Irão, em 28 de fevereiro, desencadeou a guerra no Médio Oriente, que causou cerca de 1.300 mortos, maioritariamente iranianos, com registo de vítimas em 12 países.

Em resposta, o Irão lançou ataques de retaliação contra alvos em Israel, bases norte-americanas e outras infraestruturas em países da região como Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Líbano, Jordânia, Omã e Iraque. Incidentes com projéteis iranianos também foram registados em Chipre, Azerbaijão e na Turquia.

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