Mundo
Guerra no Médio Oriente
Vídeo sobre flotilha provoca reações até em Israel
Os vídeos divulgados pelo ministro da segurança nacional de Israel estão a provocar várias reações mesmo dentro do governo de que faz parte.
O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu já veio dizer, num comunicado oficial, que “Israel tem todo o direito de impedir que flotilhas provocatórias de apoiantes terroristas do Hamas entrem nas nossas águas territoriais e cheguem a Gaza, mas que a forma como o Ministro Bem-Gvir lidou com os ativistas da flotilha não está de acordo com os valores e normas de Israel.
As reações surgem um pouco de toda a Europa
A Comissária europeia com a pasta da igualdade publicou o vídeo na rede social e acrescentou “estes não são criminosos condenados. São ativistas a tentar levar pão aos famintos. O ativismo pacífico e a liberdade de reunião são direitos fundamentais. Os civis devem ser protegidos. Ninguém deve ser punido por defender a humanidade escreveu Hadja Lahbib.
Tal como fez Portugal, vários ministros denunciaram o comportamento que consideram inaceitável do ministro israelita.
A primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni pediu a libertação imediata de qualquer cidadão italiano detido e exigiu um pedido de desculpas de Israel pelo tratamento infligido aos manifestantes.
O ministro dos Negócios Estrangeiros de França, Jean-Noel Barrot, convocou o embaixador israelita reiterando que as ações de Ben-Gvir eram "inaceitáveis independentemente da opinião que se tenha sobre esta flotilha".
O secretário dos Negócios Estrangeiros do Reino Unido afirma estar "verdadeiramente consternado" e exige explicações a Telavive.
Os Países Baixos, o Canadá, a Bélgica e Eslovénia convocaram embaixadores israelitas, classificando o tratamento como "chocante" e "profundamente perturbador".
O primeiro-ministro espanhol diz que não vai tolerar que nada maltrate cidadãos espanhóis e reforça que vai pedir a Bruxelas sanções urgentes.