Washington reforça sanções e visa transporte de petróleo iraniano

Washington reforça sanções e visa transporte de petróleo iraniano

O Governo norte-americano anunciou o reforço das sanções contra o setor petrolífero do Irão, visando especificamente as infraestruturas de transporte.

Lusa / Adicionar como fonte informativa

As sanções anunciadas na terça-feira incluem cerca de 50 indivíduos e entidades ligadas à rede do magnata do petróleo Mohammad Hossein Shamkhani.

A medida atinge cidadãos iranianos que também possuem passaportes dominicanos, indivíduos residentes no Dubai, bem como um cidadão dinamarquês e um italiano, segundo o Departamento do Tesouro.

Cerca de 10 navios ligados a Shamkhani também estão sob sanções, enquanto outros 10 já estavam sujeitos a sanções.

"O regime iraniano sobrevive através do engano, e a rede Shamkhani é um dos seus motores mais rentáveis. O Departamento do Tesouro está a fechar a infraestrutura financeira que permite ao regime continuar a ameaçar a segurança nacional dos Estados Unidos e o transporte global", referiu o secretário do Tesouro, Scott Bessent, em comunicado.

Mohammad Hossein Shamkhani é filho de Ali Shamkhani, um conselheiro próximo do antigo líder supremo iraniano Ali Khamenei.

Shamkhani e Khamenei foram mortos em fevereiro, no primeiro dia da ofensiva israelo-americana contra o Irão.

Acredita-se também que esteja ligado ao Tagor, um petroleiro pertencente à frota `fantasma` russa que foi apreendido pela Marinha Francesa no Atlântico no início de junho, de acordo com o site Opensanctions.org.

As sanções norte-americanas envolvem o congelamento de todos os bens detidos direta ou indiretamente pelos indivíduos ou empresas visados nos Estados Unidos.

Proíbem também de negociar com indivíduos alvo de sanções empresas e cidadãos norte-americanos, e empresas estrangeiras com subsidiárias nos Estados Unidos ou que utilizem o dólar nas suas transações.

De acordo com Washington, a rede Shamkhani, que opera entre o Irão e os Emirados Árabes Unidos, contorna as sanções através de um grupo de empresas de consultoria e transporte marítimo aparentemente legítimas, que gerem todos os aspetos da frota da rede.

No ano passado, os Estados Unidos já tinham sancionado entidades ligadas a esta rede, bem como navios pertencentes à frota comercial do filho de Shamkhani.

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