Jerónimo de Sousa eleito líder do PCP pela quinta vez

por RTP
António Pedro Santos - Lusa

Jerónimo de Sousa foi eleito secretário-geral do PCP pela quinta vez pelo comité central reunido no XXI congresso nacional do partido, em Loures.

Na reunião do comité central, no sábado à noite, Jerónimo de Sousa entendeu "não votar na sua própria candidatura", tendo sido eleito "por maioria, com um voto contra", de acordo com uma informação distribuida aos delegados e aos jornalistas, no congresso, em Loures, distrito de Lisboa.


Esta é a primeira vez, em todas as eleições, que Jerónimo de Sousa recebe um voto contra do comité central.

Em 2004, foi eleito por maioria, com quatro abstenções, nas três reeleições (2008, 2012, 2016) teve apenas uma abstenção. Desta vez, registou-se um voto contra e uma abstenção, a do próprio Jerónimo.

Escolhido pela primeira vez em 2004, Jerónimo foi reeleito por quatro vezes para liderar os comunistas portugueses, sucedendo a Carlos Carvalhas, que esteve no cargo 12 anos, de 1992 a 2004.

Operário e deputado à Constituinte, em 1975, Jerónimo de Sousa, 73 anos, torna-se assim no segundo secretário-geral há mais tempo à frente do partido (16 anos), depois do líder histórico do PCP Álvaro Cunhal (31 anos). João Ferreira sobe à Comissão Política 

O candidato presidencial João Ferreira é um dos cinco novos nomes da Comissão Política do PCP, órgão que foi eleito por maioria com apenas uma abstenção, e do qual sai Carlos Gonçalves.

Para a Comissão Política do PCP, que passou de 21 para 24 elementos, além de João Ferreira, entram Belmiro Magalhães, Carina Castro, Paulo Raimundo e Ricardo Costa, saindo deste órgão executivo Carlos Gonçalves e Margarida Botelho.

Em relação anterior congresso de 2016, que se realizou em Almada, Margarida Botelho é o único novo nome entre os dez membros do Secretariado do Comité Central do PCP, do qual sai a histórica Luísa Araújo.

Acumulam a sua presença na Comissão Política e no Secretariado, além do secretário-geral Jerónimo de Sousa, Francisco Lopes, Jorge Cordeiro, José Capucho e, agora, na sequência deste congresso, Paulo Raimundo.

c/ Lusa

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