128 países da Assembleia-geral da ONU condenam decisão norte-americana

O reconhecimento dos Estados Unidos de Jerusalém como capital de Israel foi declarado "nulo e sem efeito" por 128 países-membros da Assembleia-geral da ONU numa votação que decorreu hoje na sede das Nações Unidas, em Nova Iorque.

RTP /
Reuters

Os 128 países votaram a favor de uma resolução, sem caráter vinculativo, que foi proposta pelo Iémen e pela Turquia, em nome de um grupo de países árabes e da Organização para a Cooperação Islâmica (OCI), e que é contra o reconhecimento dos Estados Unidos de Jerusalém como capital de Israel.

Entre os 193 países-membros da Assembleia-geral, nove votaram contra a resolução e 35 optaram pela abstenção.

Os Estados Unidos ameaçam agora cortar o financiamento a certos países, bem como à própria Organização das Nações Unidas.

Ontem, o próprio presidente norte-americano tinha deixado avisos aos Estados-membros da ONU, ameaçando cortar o apoio financeiro aos países que votassem favoravelmente esta resolução. Os EUA garantiram que "iam tomar nota" do voto de cada um dos países.

A ameaça, perante o resultado agora conhecido, teve algum efeito, com a abstenção de vários países, mas estará longe do objetivo pretendido pelo presidente dos EUA.  

"Os Estados Unidos vão recordar este dia que fica marcado como um ataque na Assembleia Geral pelo simples ato dos EUA de exercerem o seu direito como uma nação soberana", afirmou a embaixadora norte-americana para as Nações Unidas Nikki Haley.

"Teremos memória quando formos chamados uma vez mais para realizar a maior contribuição do mundo para as Nações Unidas", acrescentou.

Portugal votou a favor da resolução

Israel já reagiu à decisão de hoje na ONU. Rejeitou o voto e agradeceu ao presidente Donald Trump a sua posição em relação a Jerusalém. A resolução foi igualmente rejeitada pela Guatemala, Honduras, Ilhas Marshall, Micronésia, Nauru, Palau e Togo.

O voto favorável à resolução contou com a presença de vários países europeus, como a Alemanha, França, Reino Unido e Portugal. A resolução foi também aprovada pela China e Rússia, membros permanentes do Conselho de Segurança.

Austrália, Canadá, México, Argentina, Colombia, República Checa, Hungria, Polónia, Filipinas, Ruanda, Uganda optaram pela abstenção.




 

c/Lusa

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