EUA intercetaram mais de 60 navios desde reposição de bloqueio a portos iranianos

EUA intercetaram mais de 60 navios desde reposição de bloqueio a portos iranianos

As forças norte-americanas travaram um total de 64 embarcações comerciais, inutilizaram três e abordaram outras duas, desde a reposição do bloqueio naval aos portos e à costa iraniana, divulgou hoje o Comando Central militar (Centcom).

Lusa / Adicionar como fonte informativa

O comando militar norte-americano para a região do Médio Oriente divulgou os dados nas redes sociais, enquadrando as suas ações como parte de operações destinadas a fazer cumprir o bloqueio aos portos da República Islâmica.

Os navios afetados estavam a caminho de portos iranianos ou a partir destes e foram alvo de ações por parte das forças norte-americanas, em operações destinadas a fazer cumprir o bloqueio reposto por Washington em meados de julho.

Chegou hoje ao fim o prazo de 60 dias previsto no memorando de entendimento entre os Estados Unidos e o Irão para negociar um acordo definitivo destinado a pôr termo ao conflito e alcançar um compromisso sobre o programa nuclear da República Islâmica.

O acordo provisório destinava-se a criar um período sem hostilidades que permitisse às duas partes negociar uma solução mais duradoura para o conflito, mas as hostilidades foram retomadas menos de três semanas depois, num contexto de divergências sobre o controlo da navegação no estreito de Ormuz.

Teerão sustentou que o artigo 5.º do memorando lhe conferia poderes para controlar a passagem pelo estreito, exigindo que os navios coordenassem a travessia com a sua Guarda Revolucionária, e atacou embarcações que alegadamente desrespeitaram essas instruções.

Os Estados Unidos responderam em 07 de julho com ataques contra o Irão e, dois dias depois, restabeleceram o bloqueio aos portos e navios iranianos, seguindo-se a revogação da autorização para a comercialização internacional de petróleo iraniano.

O Irão retaliou com ataques contra países do golfo Pérsico e voltou a bloquear o estreito de Ormuz, por onde antes do conflito passava cerca de um quinto do petróleo comercializado internacionalmente.

Teerão exige agora, como condição para reabrir o estreito, que Washington volte a cumprir o memorando, incluindo o fim das hostilidades, o levantamento do bloqueio aos portos e navios iranianos e a possibilidade de comercializar petróleo nos mercados internacionais.

O memorando de entendimento foi anunciado em 14 de junho e formalmente assinado pelos dois países em 17 de junho, para pôr termo aos combates e abrir caminho para um acordo definitivo.

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