Festival Jardins do Marquês Oeiras é para matar saudades e empregar 300 pessoas

O primeiro festival Jardins do Marquês Oeiras, que começa no domingo, será para 1.500 pessoas sentadas, é para "matar saudades" dos concertos e para dar trabalho a 300 pessoas, afirmou à Lusa o promotor Luís Montez.

Lusa /

O festival, que se estenderá até ao dia 11, é um dos poucos que o promotor português irá realizar nos próximos meses, tendo em conta o contexto de pandemia.

Isto, porque já adiou o Summer Fest (Ericeira) e o Super Bock Super Rock (Sesimbra) para 2022, e ainda aguarda uma resposta da Direção-Geral da Saúde ao plano de contingência que elaborou há mais de um mês para o Sudoeste, agendado para agosto, na Zambujeira do Mar.

"O tempo está-se a esgotar e eu esta semana vou decidir, mas estou muito preocupado e o mais provável é ter que adiar, porque sem respostas não se consegue trabalhar", lamentou.

Até ao final do ano, o promotor da Música no Coração conta ainda realizar, em setembro, o festival Santa Casa Alfama, dedicado sobretudo ao fado, e o festival Super Bock em Stock, no outono, ambos em Lisboa.

O empresário irá ainda realizar, em setembro, um festival dedicado à música lusófona na Altice Arena, em Lisboa.

Sobre o festival Jardins do Marquês Oeiras, que abrirá com uma atuação dos pianistas Maria João Pires e Júlio Resende, Luís Montez sublinhou que é um festival "para matar saudades de boa música ao vivo", mas também servirá para dar trabalho a cerca de 300 pessoas.

"Tudo se resolve e se faz com bom senso, dando trabalho a muito artista, muito técnico, empresa de palco e tudo isto que já tínhamos saudades de trabalhar", sublinhou o promotor.

Dando como exemplo as duas atuações do tenor italiano Andrea Bocelli, no fim de semana passado em Coimbra, Montez recordou que é possível fazer concertos "em segurança, com distanciamento, com máscara, entradas e saídas diferentes, com álcool gel, com medições de temperatura".

Neste aspeto, o empresário rege-se pelo que tem visto noutros espetáculos já realizados, e lamenta que a Direção-Geral da Saúde não tenha ainda divulgado as conclusões dos quatro eventos-piloto realizados no final de abril e em maio, em Braga, Coimbra e Lisboa.

O Jardins do Marquês Oeiras deveria ter acontecido pela primeira vez no verão de 2020, mas foi adiado para este ano, com alterações de cartaz. A atuação de Seu Jorge com Daniel Jobim foi adiada, mas mantém-se, por exemplo, a atuação de Rufus Wainwright, que já está na Europa e já foi vacinado, contou Luís Montez.

Até ao dia 11, são esperadas ainda atuações, entre outros, de António Zambujo Bonga e Mayra Andrade - noite que está quase esgotada -, Camané com Mário Laginha, Jorge Palma, Rui Veloso e Tito Paris.

Segundo o promotor, aos espectadores é recomendada a realização prévia do teste de diagnóstico à covid-19, sendo gratuita no concelho de Lisboa e em vários locais de Oeiras e Cascais.

"O que diz a norma é que devemos recomendar a realização de teste, mas não é obrigatório", disse.

Tópicos
PUB