Guiné-Bissau. Proibida venda de combustíveis em contentores após incêndio com 163 vítimas

Guiné-Bissau. Proibida venda de combustíveis em contentores após incêndio com 163 vítimas

O primeiro-ministro do Governo de transição na Guiné-Bissau, Ilídio Vieira Té, ordenou hoje o encerramento imediato de postos de combustíveis em contentores, depois de um incêndio em Bafatá com 163 vítimas, uma das quais morreu.

Lusa /

Esta prática habitual na Guiné-Bissau passa a estar proibida em todo o país, acrescentou Vieira Té, à margem de uma visita ao Hospital Nacional Simão Mendes, em Bissau, para onde foram transferidas 19 pessoas vítimas de queimaduras na sequência de uma explosão e incêndio, no sábado, num contentor de venda de gasóleo e gasolina em Bafatá, no leste do país.

Em declarações aos jornalistas transmitidas pelos órgãos de comunicação social local, Vieira Té lamentou que uma das vítimas transferidas para Bissau tenha falecido e adiantou que "haverá responsabilização" pelo acidente em Bafatá.

No incêndio, 163 pessoas sofreram queimaduras e atualmente 28 continuam em tratamento médico no hospital regional de Bafatá.

"Anunciamos hoje que vamos encerrar todos os contentores [de venda de combustíveis], dentro da cidade [de Bissau], e nas regiões (...) serão encerrados e removidos", declarou Ilídio Vieira Té, dirigindo-se ao ministro da Administração Territorial e Poder Local.

O primeiro-ministro afirmou que vai transmitir a mesma orientação ao ministro do Interior, general Mamasaliu Embaló.

Ilídio Vieira Té deve deslocar-se na terça-feira a Bafatá para visitar os sinistrados em tratamento no hospital local.

O ministro da Administração Territorial e Poder Local, Carlos Nelson Sano, que se deslocou a Bafatá no domingo, na companhia do ministro do Interior, observou que o incêndio, que se seguiu à explosão, terá sido potenciado com a intervenção dos populares que, por desconhecimento, tentaram apagar o fogo com água e areia.

"Isso fez aumentar as chamas", afirmou Nelson Sano.

 

 

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