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Olavo de Carvalho. Morte de ideólogo do Governo brasileiro lamentada por apoiantes, críticos apontam negacionismo

Olavo de Carvalho. Morte de ideólogo do Governo brasileiro lamentada por apoiantes, críticos apontam negacionismo

A morte do escritor Olavo de Carvalho, considerado o maior ideólogo da nova extrema-direita brasileira, gerou mensagens de pesar de políticos e instituições governamentais, mas também uma onda de críticas de influenciadores digitais e opositores.

Lusa /
Reuters

Autodenominado filósofo, Olavo de Carvalho anunciou estar infetado pela covid-19 no dia 15 de janeiro e os seus familiares comunicaram sua morte na madrugada de hoje sem confirmar se foi provocada pela doença cujo risco ele, reiteradamente, colocava em causa.

O Presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, lamentou a morte de Olavo de Carvalho assim que foi comunicado e qualificou o escritor como "um dos maiores pensadores da história" do Brasil em mensagem publicada nas redes sociais.

O vice-presidente do Brasil, Hamilton Mourão, frisou no Twitter que "independentemente da diferença de opinião, o desaparecimento do professor Olavo de Carvalho deixa uma lacuna no pensamento brasileiro. Defensor intransigente da liberdade e livre iniciativa, fundamentos da democracia, ele sustentou valores conservadores caros à nossa sociedade."

A Secretaria Especial de Comunicação Social da Presidência da República e a Secretaria de Cultura do Brasil divulgaram uma nota conjunta lamentado o óbito: "O Governo do Brasil lamenta a perda do filósofo e professor Olavo de Carvalho e manifesta seu pesar e suas condolências a familiares, amigos e alunos".

"De contribuição inestimável ao pensamento filosófico e ao conhecimento universal, Olavo deixa como legado um verdadeiro apostolado a respeito da vida intelectual, com uma vasta obra composta de mais de 40 livros e milhares de horas de aulas", acrescentou o texto.

Os filhos do Presidente brasileiro também homenagearam o ideólogo que influenciou grandemente a nova extrema-direita brasileira.

Eduardo Bolsonaro destacou em mensagem nas redes sociais seu pesar pedindo a Deus que acolha "o Professor e conforte sua esposa Roxane e família. Aqui na Terra seus livros, vídeos e ensinamentos permanecerão por muito tempo ainda."

Carlos Bolsonaro, outro filho do chefe de Estado brasileiro, lamentou nas redes sociais a morte do escritor, que disse admirar pelo "seu vasto conhecimento, bom humor e, principalmente, pela sua coragem".

Uma série de ministros e políticos ligados ao Governo brasileiro como a titular da pasta da Mulher e da Família, Damares Alves, o ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freiras, Onyx Lorenzoni, da pasta do Trabalho, e nomes que deixaram o Governo como os ex-ministros das Relações Exteriores Ernesto Araújo, da Educação Abraham Weintraub, e do Meio Ambiente Ricardo Salles lamentaram a morte do escritor nas redes sociais.

Já o deputado federal David Miranda, que faz oposição ao Governo brasileiro, escreveu nas redes sociais que "nove dias após ser internado com covid-19, Olavo de Carvalho faleceu. O mesmo Olavo que disse não existir pandemia, que vacinas eram mortíferas, e que o vírus era comunista. Teve dezenas de tweets apagados e contribuiu para os 625 mil mortos".

O senador Renan Calheiros, relator do documento final sobre uma investigação sobre as ações e omissões do Governo brasileiro na pandemia, lembrou também seu perfil no Twitter que "Olavo de Carvalho negou o vírus, escarneceu dos mortos, não se vacinou, morreu do vírus e será sepultado na Terra redonda".

Figuras públicas como o influenciador Felipe Neto também destacaram nas redes sociais que uma das ideias que Olavo de Carvalho mais incentivou em vida foi descobrir e perseguir os críticos e recordou que "considerava comunista toda pessoa que não seguisse suas ideias fascistas".

O perfil do Sleeping Giant Brasil lembrou que "Olavo de Carvalho morre dias após ser diagnosticado com covid-19 [o] astrólogo colecionava postagens antivacina e chegou a ter um vídeo excluído no YouTube dizendo que a pandemia não existia."

Já o ex-deputado Jean Wyllys, que foi alvo de diversos ataques de Olavo de Carvalho, escreveu nas redes sociais que a sua morte representava "menos um entrave ao crescimento espiritual da humanidade no mundo; menos um inimigo da democracia; menos um inimigo da diversidade humana; menos um inimigo da verdade; menos um inimigo da justiça."

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