Pensionistas da banca protestaram no Porto contra degradação das suas reformas

Porto, 29 mai (Lusa) -- Cerca de três dezenas de reformados e pensionistas da banca manifestaram-se hoje junto ao Banco de Portugal, no Porto, contra a degradação das suas reformas e pensões e para pedir a demissão do Governo.

Lusa /

O protesto foi promovido pela União de Reformados e Pensionistas da Banca (UBR) e pela Comissão de Reformados do Sindicato dos Trabalhadores das Empresas do Grupo caixa Geral de Depósitos (STEC).

"Os reformados bancários têm sofrido como nunca a degradação das suas reformas e pensões, com a subtração dos subsídios de férias e natal, designadamente na CGD, BP e Totta, a eliminação da dedução específica dos reformados no IRS, a alteração do escalão do IRS, o complemento extraordinário de solidariedade, que estranhamento o TC não considerou inconstitucional, e agora a nova redução das reformas e pensões, com ameaça de efeitos retroativos", afirmou Francisco Ribeiro, da UBR.

Segundo este dirigente, a UBR não está filiada em nenhum sindicato e representa entre "700 a 1.000" reformados e pensionistas da banca.

"Como os sindicatos estão extremamente calados contra esta situação, resolvemos avançar com esta manifestação porque temos que lutar contra estas medidas que estão permanentemente a impor-nos", acrescentou Francisco Ribeiro.

Os bancários reformados "desde há três anos que não veem as suas reformas aumentadas" e, entretanto, "para tapar buracos do governo o Fundo de Pensões da Caixa Geral Depósitos foi transferido em 2005 para a Caixa Geral de Aposentações e o da restante banca para a Segurança Social em 2012".

"Esta ação visa protestar contra este esbulho e exigir outra política. É mais uma voz de protesto para que este governo saia, que emigre. Eles é que devem emigrar", acrescentou.

 

 

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