Carlos César defende uma baixa de impostos

| Maria Flor Pedroso
Carlos César defende uma baixa de impostos

Em entrevista à Antena 1, o presidente e líder parlamentar do PS sustenta que é essencial aliviar impostos logo que a economia o permita. Já sobre o segundo inquérito parlamentar sobre a Caixa Geral de Depósitos, Carlos César garante que a postura socialista na primeira comissão é para manter.

“Era importante, quando houvesse oportunidade, proceder a uma despenalização”. Carlos César fala assim, nesta entrevista conduzida pela editora de Política da Antena 1, Maria Flor Pedroso, da possibilidade de um alívio na carga fiscal.Na avaliação da atual solução governativa, o líder parlamentar socialista não vai ao ponto de avaliar a maioria à esquerda como a melhor fórmula, desde logo por causa do posicionamento face à União Europeia. Recorda divergências até na “temporalidade” das questões laborais.


A redefinição dos escalões do IRS – reclamada à esquerda - está a ser discutida. “Já falámos sobre isso”, admite César, para contrapor que tal só pode ter lugar com enquadramento orçamental e associando o défice, o crescimento e o investimento. Ou seja, ainda não é chegado o momento.

No plano político o líder parlamentar dos socialistas é incisivo quando se manifesta avesso a uma eventual coligação com o PCP, ao contrário do que defendeu recentemente o ministro Eduardo Cabrita no semanário Expresso: “Não creio, aliás, que a questão tenha atualidade”.

Sobre as relações com Marcelo Rebelo de Sousa, o dirigente socialista reconhece que “há pessoas, no PS, que têm uma menor compreensão do Presidente ou que discordam da posição oficial do PS”, mas “de um ponto de vista oficial, para o PS, o PR tem tido uma intervenção muito produtiva até no reconhecimento dos sucessos que o Governo tem tido”.
Novo inquérito, a mesma postura
No que toca ao inquérito parlamentar sobre a contratação e a saída de António Domingues da Caixa Geral de Depósitos, forçado por PSD e CDS-PP, César garante que o comportamento do PS será o mesmo que patenteou na primeira comissão: “Vamos manter a posição que tivemos até agora”.

O presidente do PS não deixa, todavia, de lembrar os acórdãos que dão como inconstitucional a divulgação de SMS.

Carlos César considera, por outro lado, desnecessária uma CPI sobre as transferências multimilionárias para offshores. “Deve ser uma figura de exceção, de uma gravidade extrema”, argumentou, para defender a continuação das audições em sede de Comissão de Orçamento, Finanças e Modernização Administrativa.

Por último rejeita, depois dos apelos do PSD e do CDS-PP, um referendo sobre a eutanásia, tema que será discutido no próximo fim de semana na Comissão Política Nacional do PS, no Porto. Isto apesar de a agenda desta reunião ser dominada pelo debate das moções sectoriais, oito meses depois do congresso do partido. César revelou à Antena 1 que há moções que já perderam a oportunidade e outras que serão rejeitadas.

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